Covid-19: Bill Gates alerta para o risco do surgimento de uma variante "ainda mais transmissiva e fatal": "Ainda não vimos o pior"

CNN Portugal , MJC
3 mai, 15:52
Bill Gates

O fundador da Microsoft defende o aumento do investimento na prevenção de pandemias e a criação de uma equipa internacional de especialistas, gerida pela OMS

Mais de dois anos depois do início da pandemia de covid-19, Bill Gates considera que a pandemia está longe de terminar e que deveria ser criada uma equipa de especialistas internacionais, incluindo de epidemiologistas a informáticos, com o objetivo de de identificar rapidamente as ameaças à saúde global e melhorar a coordenação entre os países. Além disso, Bill Gates defende que são necessários investimentos maiores para evitar outra pandemia.

O fundador da Microsoft, que lançou na terça-feira o livro "How to Prevent the Next Pandemic", diz que há uma necessidade urgente de vacinas mais duradouras que bloqueiem a infecção e sublinha que a atual pandemia ainda representa uma ameaça. “Ainda corremos o risco dessa pandemia gerar uma variante que poderá ser ainda mais transmissiva e ainda mais fatal”, disse ao Financial Times, sublinhando que o risco de tal acontecer é superior a 5%. “Não quero ser uma voz de desgraça e melancolia, mas ainda não vimos o pior.”

O conhecido filantropo, que em 2015 alertou publicamente pela primeira vez que o mundo não estava preparado para a inevitabilidade de uma pandemia, defende ainda que aquela iniciativa internacional, a que chamou Mobilização e Resposta Epidemiológica Global, deveria ser gerida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isto envolveria um esforço de mil milhões de dólares por ano. “A quantidade de dinheiro envolvida é muito pequena em comparação com o benefício e será um teste: será que as instituições globais podem assumir novas responsabilidades, mesmo num período em que [as relações EUA-China são] difíceis, e a relação EUA-Rússia é extremamente difícil?”, questionou Gates.

Como a guerra na Ucrânia domina a agenda internacional, Gates pediu aos líderes globais que não percam de vista a crise da saúde. “Parece-me uma loucura que possamos deixar de olhar para esta tragédia e não fazer um maior investimento”, disse Gates ao Financial Times. 

 

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