Bill Gates quer sair da lista dos mais ricos e quer que outros o queiram também

14 jul, 19:23
Bill Gates

"Tenho a obrigação de devolver os meus recursos à sociedade da forma que tiver o maior impacto para reduzir o sofrimento e melhorar as vidas"

Já imaginou ver a lista das pessoas mais ricas do mundo e não ter lá Bill Gates? É o que pode acontecer em breve, com o milionário dono da Microsoft empenhado em continuar a partilhar a sua riqueza com a sociedade - é pelo menos o que Gates diz. Foi a pessoa mais rica do mundo entre 1995 e 2010 e depois entre 2013 e 2017, antes de perder a posição para Jeff Bezos, que depois a perdeu para Elon Musk.

Bill Gates anunciou que vai dar mais 20 mil milhões de dólares (praticamente o mesmo valor em euros, dada a paridade) à sua fundação, num movimento que o ainda quarto homem mais rico do mundo diz ser uma “obrigação” de devolver os recursos à sociedade - e que representaria um forte rombo numa fortuna avaliada em 118 mil milhões de dólares.

“Olhando para o futuro, planeio doar virtualmente toda a minha riqueza à fundação. Vou descer e eventualmente sair da lista das pessoas mais ricas do mundo”, afirmou através da sua conta no Twitter.

Mantendo a visão de partilhar a sua fortuna, Bill Gates olha para um mundo em crise, entendendo que é necessário reforçar num terço o investimento feito na Fundação Bill & Melinda Gates, que vai passar a receber até nove mil milhões de dólares por ano até 2026, valor que atualmente está nos seis mil milhões de dólares. Como justificação, o magnata apresenta os “contratempos globais”, falando em concreto da pandemia de covid-19 mas também da guerra na Ucrânia e da crise climática.

"Tenho a obrigação de devolver os meus recursos à sociedade da forma que tiver o maior impacto para reduzir o sofrimento e melhorar as vidas", afirmou, deixando depois um recado para os seus companheiros bilionários: "Espero que outros em posição de grande riqueza e privilégio também se cheguem à frente neste momento".

A Fundação de Bill Gates trabalha em todo o mundo com o objetivo de "melhorar as condições de vida das pessoas," atuando em áreas como a saúde, onde tem o projeto de erradicar a malária, ou no objetivo de melhorar as condições sanitárias e de educação de certas populações.

Atualmente é a segunda maior fundação de caridade, contribuindo com bens no valor de 50 mil milhões de dólares, parte dos quais doados por outro milionário, Warren Buffett.

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