Seis trabalhadores desaparecidos em colapso de ponte nos EUA dados como mortos. Dois corpos já foram recuperados

Agência Lusa , AM, notícia atualizada às 22:20
27 mar, 06:02

Autoridades norte-americanas adiantam que desaparecidos são provenientes da Guatemala, Honduras, El Salvador e México

Os seis trabalhadores desaparecidos na sequência da queda de uma ponte em Baltimore, nos Estados Unidos, foram dados como mortos, tendo as buscas sido suspensas até quarta-feira, de acordo com as autoridades.

Por volta das 22:00 (hora em Portugal continental), as autoridades norte-americanas explicaram que os seis desaparecidos são naturais da Guatemala, Honduras, El Salvador e México e revelaram que já recuperaram dois corpos.

De acordo com o superintendente da polícia do estado do Maryland, o coronel Roland L. Butler Jr., a missão de busca e salvamento estava a transformar-se numa missão de busca e recuperação.

Os mergulhadores deverão regressar ao local pelas 06:00 locais (10:00 em Lisboa), esperando-se melhoria face às condições noturnas, noticia a Associated Press (AP).

O navio cargueiro “Dali” embateu num pilar da ponte Francis Scott Key, fazendo-a desmoronar e submergir no rio, juntamente com vários veículos.

O acidente, que aconteceu cerca da 01:30 locais (05:30 em Lisboa), deixou pelo menos 20 pessoas desaparecidas, sendo que, até ao momento, apenas duas foram resgatadas com vida, de acordo com um porta-voz do corpo de bombeiros locais.

Seis das pessoas que ficaram desaparecidas após a queda da ponte integravam uma equipa de construção que estava a reparar buracos no pavimento da ponte.

Navio passou inspeções em 2023

Singapura revelou que o navio responsável pelo desabamento da ponte tinha a documentação em ordem e passou duas inspeções em junho e setembro.

A Autoridade Marítima e Portuária de Singapura disse que o MV Dali, com bandeira de Singapura desde 2016, foi classificado como "ClassNK" e tinha certificados válidos que cobriam "a integridade estrutural do navio e a funcionalidade do seu equipamento", de acordo com um comunicado.

Na vistoria de junho, o navio porta-contentores tinha um monitor de pressão de bancas avariado, mas foi reparado, estando prevista uma nova avaliação da embarcação em junho deste ano.

A Autoridade Portuária de Singapura afirmou na terça-feira estar em contacto com a Guarda Costeira dos EUA para "prestar a assistência necessária", indicando que vai também abrir uma investigação própria sobre o acidente.

O Synergy Group de Singapura, que opera o Dali, confirmou também na terça-feira que nenhum dos 22 membros da tripulação do navio ficou ferido e disse estar a trabalhar com as autoridades para determinar a causa do acidente.

A "causa exata" da colisão do navio com um dos pilares da ponte Francis Scott Key, na cidade norte-americana no leste dos EUA, ainda não tinha sido determinada. 

Antes da colisão, a tripulação do navio porta-contentores emitiu um aviso de que estava à deriva, permitindo às autoridades cortar o tráfego na ponte e evitar uma tragédia maior.

O bloqueio do porto de Baltimore, causado pela queda da ponte, deverá ter graves consequências económicas para a região. O Presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu reconstruir a ponte o mais rapidamente possível.

O porto de Baltimore é o nono maior porto dos EUA em termos de valor e carga estrangeira movimentada. Emprega mais de 15 mil pessoas diretamente e quase 140 mil de forma indireta.

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