“Para o PCP não há guerra como esta!”. Nuno Melo aprova cartaz da Juventude Popular colocado junto recinto do Avante!

Agência Lusa , NM
1 set, 17:43
Cartaz da Juventude Popular junto ao recinto da Festa do Avante! (Imagem Twitter)

Francisco Camacho, presidente da JP, diz que “se o PCP continua a relativizar a guerra, não condenando a invasão russa”, os centristas fazem “questão de relembrar as consequências disso, à porta de sua casa”.

A Juventude Popular (JP) colocou esta quinta-feira um cartaz junto ao recinto onde decorrerá a Festa do Avante! para criticar a posição do PCP quanto ao conflito na Ucrânia, considerando que para os comunistas “não há guerra como esta”.

Segundo o comunicado enviado à agência Lusa com as fotografias do cartaz no qual é utilizado um grafismo e cores semelhantes ao oficial da Festa do Avante!, o presidente do CDS-PP, Nuno Melo, esteve presente nesta iniciativa, que decorreu esta quinta-feira na Amora, Seixal, junto do recinto da 'rentrée' comunista.

Esta não é a primeira vez que são colocados cartazes junto à festa comunista por estruturas partidárias, uma vez que, em 2020 e em plena pandemia, JSD e JP utilizaram este meio para fazerem críticas à realização do evento então envolto em polémica devido ao contexto pandémico causado pela covid-19.

Na opinião da JP, “aqueles que vão e compactuam com o festival estão a desconsiderar e a esquecer-se da Guerra que decorre na Ucrânia desde fevereiro”, criticando a posição do PCP em relação a tema.

Adaptando slogan do Avante! “Não há festa como esta!”, a estrutura partidária coloca em destaque no cartaz “Para o PCP não há guerra como esta!”.

“Kharkiv, Bucha, Odessa e Mariupol são ‘cabeças de cartaz’, enquanto, exemplos como tortura, bombardeamento de alvos civis, destruição de património cultural, massacres e crimes sexuais surgem como ‘artistas secundários’ deste ‘festival’ dos jovens do CDS-PP. Não faltam ainda referência a jornalistas e outras figuras que foram brutalmente assassinadas”, descreve a juventude centrista no mesmo comunicado.

O presidente da JP, Francisco Camacho, afirma que “se o PCP continua a relativizar a guerra, não condenando a invasão russa”, os centristas fazem “questão de relembrar as consequências disso, à porta de sua casa”.

“Os cidadãos russos vivem sob uma ditadura digital, por isso compreendemos que não saibam bem que existe uma guerra cheia de mortos, famílias desfeitas, cidades destruídas. Mas, em Portugal, vivemos em democracia e na era da literacia digital: aqui não há motivos para andarmos de olhos fechados, ignorantes quanto ao que se passa na Ucrânia”, sublinha.

Em 2020, As juventudes partidárias mobilizaram-se contra a realização, a JSD pôs um cartaz junto ao local, que foi retirado e depois reposto, e a JP pediu mesmo uma fiscalização ao recinto.

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