Costa confiante nas negociações com Bruxelas para financiar novo sistema de interconexões

Agência Lusa , MJC
24 out, 13:46
António Costa (Rodrigo Antunes/Lusa)

No caso de Portugal, segundo o líder do executivo, o troço terá cerca de 162 quilómetros, tendo um custo estimado pela REN na ordem dos 300 milhões de euros

O primeiro-ministro manifestou-se esta segunda-feira confiante nas negociações de Portugal, Espanha e França com a Comissão Europeia para financiar o sistema de interconexões de energia, defendendo que se trata de um projeto de interesse comum europeu.

António Costa assumiu esta perspetiva perante os jornalistas, depois de ter participado numa conferência no ISCTE sobre competências digitais.

Interrogado sobre as dúvidas existente em relação ao financiamento do novo sistema de interconexão acordado entre Portugal, Espanha e França na passada quinta-feira, em Bruxelas, o líder do executivo referiu que vão agora ser feitos os “estudos técnicos que permitam o projeto, sendo orçamentado”.

“Os três países vão negociar com a Comissão Europeia qual a fonte de financiamento. Os três países entendem que este projeto é de interesse comum e a melhor demonstração disso é que até países como a Alemanha querem que ele se concretize, assim como o leste da Europa”, declarou.

Nesse sentido, António Costa disse esperar que “haja outra vez uma reclassificação deste sistema de interconexão como sendo de interesse comum, podendo assim ser financiado pela facilidade europeia das interconexões”.

“Se não for, há outros fundos europeus alternativos, desde logo o RePower e o próprio Programa de Recuperação e Resiliência europeu. Há múltiplas formas de assegurar o financiamento”, apontou.

No caso de Portugal, segundo o líder do executivo, o troço terá cerca de 162 quilómetros, tendo um custo estimado pela REN na ordem dos 300 milhões de euros.

“É isso que estamos a preparar-nos para executar. Mas, obviamente, não nos é indiferente a negociação que Espanha e França venham a fazer. Para Portugal, nesta matéria, só chegar a Espanha é logo uma enorme vantagem, porque passamos a servir e a abastecermo-nos num mercado com 60 milhões de pessoas e não apenas de 10 milhões”, apontou.

Quando a Espanha chegar por sua vez a França, então, de acordo com o primeiro-ministro, “a capacidade de Portugal cresce também”.

“Naturalmente, estamos interessados nessa negociação da Espanha e França com a Comissão Europeia, tendo o financiamento necess

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