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Colunista e comentador

O País morreu mas não está de luto

10 mai, 20:58
Filho de um dos principais elementos dos Super Dragões é o principal suspeito da morte na noite da festa do FC Porto

Morreu um jovem ligado às claques do futebol.

Não foi apenas o jovem que, nas (i)lógicas de cliques e claques, morreu.

Conhecedor de tudo o que sustenta fações e proteções, seja em formato nacional ou municipal, Portugal  também morreu.

Morreu nos seus silêncios, omissões e demissões.

É uma morte acumulada e consentida.

O país morre todos os dias, porque olha para o futebol com uma condescendência sem limites. O país não acredita na morte, mas na consagração dos mortos-vivos.

O país morreu, mas entre o medo e a cobardia aqueles que deveriam estar de luto, por fecharem os olhos aos poderes marginais que se constituem debaixo dos seus olhos, subjaz entre os sobreviventes a vontade que o tempo absorva as poças de sangue.

O País voltou a morrer por causa de mais uma morte consentida.

Neste caso, quando deveria haver apenas alegria e comunhão em torno de um título de campeão nacional, no futebol.

E mais uma vez o país nem sequer merece um minuto de respeitoso silêncio porque, na verdade, não se sabe respeitar a si próprio.

Em vida tudo deve ser feito para nunca se festejar a morte.

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