Subiu para 2.400 o número de mortos do sismo no Afeganistão

Agência Lusa , BCE
8 out 2023, 16:03
Afeganistão (AP Photo/Omid Haqjoo)

O sismo atingiu sobretudo o distrito de Zindah Jan, na província de Herat, epicentro deste terramoto

Mais de 2.400 pessoas morreram e cerca de 10.000 ficaram feridas na sequência do terramoto de magnitude 6,3 que atingiu no sábado a província de Herat, no oeste do Afeganistão, segundo um novo balanço das autoridades afegãs.

O novo balanço foi feito pelo porta-voz Ministério de Gestão de Desastres do Afeganistão, Mula Janan Sayeq.

Um anterior balanço, também divulgado este domingo, pelo porta-voz do Ministério da Informação, dava conta da morte de cerca de 2.000 pessoas e indicava que seis aldeias tinham sido destruídas, tendo centenas de civis ficado soterrados por debaixo dos escombros.

Imagens da tragédia mostram aldeias em ruínas e os próprios habitantes das zonas devastadas, em desespero, à procura dos seus familiares.

Instituições como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Sociedade do Crescente Vermelho do Afeganistão, estão no terreno para operações de resgate, apoiando as vítimas e retirando os habitantes para zonas mais seguras.

Entretanto, as Nações Unidas anunciaram hoje que vão mobilizar uma resposta de emergência para apoiar os sobreviventes deste sismo.

“Depois do devastador terramoto de Herat, as agências da ONU mobilizaram-se rapidamente para prestar apoio de emergência e vital para os mais afetados”, indicou a organização.

Este é o terceiro terramoto com mais mortos que atinge o país desde 19998 e a pior catástrofe com que foi confrontado o regime talibã desde que retomou controlo do país, em agosto de 2021.

O Governo talibã, alvo de sanções, apelou às organizações beneméritas, empresários e cidadãos ricos do Afeganistão para que apoiem as vítimas.

O Afeganistão registou no sábado pelo menos sete sismos. O primeiro, o de maior magnitude (6,3 na escala de Richter) ocorreu às 12:11 locais (mais quatro horas que em Portugal), a uma profundidade de 14 quilómetros e a 33 quilómetros da cidade de Zindah Jan, localizada na província de Herat.

Seguiram-se quatro réplicas consecutivas de 5,5; 4,7; 6,3; e 5,9, respetivamente, no espaço de uma hora.

O quarto sismo, também de 6,3 graus, registou-se a cerca de 10 quilómetros de profundidade e a cerca de 29 quilómetros de Zindah Jan.

O serviço de sismologia norte-americano detetou ainda outros dois sismos quase uma hora depois, também na província de Herat (4,8 e 4,9 graus, respetivamente).

O país asiático é muito vulnerável a desastres naturais por estar situado na cadeia montanhosa do Hindu Kush, uma zona de grande atividade sísmica e habitual ponto de origem dos movimentos telúricos na região.

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