Para já, os líderes do movimento estão irredutíveis em sair da praça, mas, caso não cumpram, a polícia voltará a intervir
A avaliação de risco da PSP face às manifestações pela habitação alterou-se nos últimos dias, em Lisboa e Porto, sobretudo face à partida de elementos estrangeiros cujo extremismo era considerado o maior foco de instabilidade - e as próximas noites podem ser de tréguas nas acampadas, sem intervenções policiais previstas, sabe a TVI/CNN, mesmo que os manifestantes decidam não retirar as tendas das praças públicas depois da hora legalmente prevista, 00:30.
Uma situação que se deverá manter até ao Mercado de Natal em Lisboa, que vai ser instalada no Rossio entre o final desta semana e o início da próxima. Nessa altura, as manifestações terão de sair daquele local e procurar outra praça, a ser sugerida pela Câmara de Lisboa. Para já, os líderes do movimento estão irredutíveis, mas, caso não cumpram, a polícia voltará a intervir.
Recorde-se que o Tribunal Administrativo, nesse capítulo, foi claro: “Determinar que, caso se revele materialmente inviável a coexistência da manifestação e do Mercado de Natal no exacto local inicialmente pretendido pela Requerente, deverá ser disponibilizada localização alternativa próxima ou contígua, apta a preservar a visibilidade, eficácia comunicativa e significado simbólico do protesto, sem afectação do conteúdo essencial do direito de manifestação."
Quanto à acampada de Lisboa, o movimento admite desmontar as tendas, caso a chuva prevista para os próximos dias impossibilite pernoitar no Rossio. Em relação às assembleias populares, mesmo com a chuva, serão para manter. O movimento está a estudar opções de sítios abrigados que permitam a realização das assembleias.