Porque Gillian Anderson e este vestido chocaram a passadeira vermelha dos Globos de Ouro

CNN , Nicole Mowbray
9 jan, 14:22
O vestido de Gillian Anderson para os Globos de Ouro era de Gabriela Hearst e apresentava subtis bordados de vulvas na saia. A adição demorou 150 horas. Jordan Strauss/Invision/AP

Vestido de marfim da atriz tinha bordados de vulvas

Nos Globos de Ouro de domingo à noite, o vestido de Gillian Anderson, em marfim, sem alças e a tocar no chão, fez não uma, mas duas afirmações.

À primeira vista, a elegante criação de Gabriela Hearst, em lã e seda cady, simboliza o glamour da velha Hollywood, mas um olhar mais atento revela uma reviravolta mais subversiva: a adição de dezenas de vulvas bordadas cosidas na saia.

Em declarações ao Deadline na passadeira vermelha dos Globos de Ouro, a estrela de "Sex Education" explicou que o escolheu "por muitas razões" e acrescentou mesmo: "É apropriado para a marca."

A atriz disse que escolheu a criação subversiva em marfim por "muitas razões". Dan Doperalski/Golden Globes/Getty Images

Emparelhado com uma bolsa metálica prateada da Aquazzura e pedras preciosas da Chopard, o vestido suscitou um debate nas redes sociais, com alguns utilizadores no X a especularem que a escolha da estrela - anunciada como uma "colaboração" entre a atriz e a designer Gabriela Hearst - era uma declaração tácita de apoio aos direitos reprodutivos das mulheres.

A própria Anderson explicou à Vogue britânica que, "tem dado destaque aos yonis [a palavra sânscrita para útero ou vagina] desde que 'Sex Education' chegou à Netflix". "E com o mantra da minha marca [de refrigerantes de bem-estar] G-Spot a ser 'dar prioridade ao prazer', quis trazer este elemento para o design... Estou tão contente por a Gabriela ter aceite o desafio!"

E foi um desafio. De acordo com a atriz, cada motivo demorou 3,5 horas a bordar, totalizando cerca de 150 horas. Há muito que Anderson proclama a sua admiração pelas criações e pelas credenciais de sustentabilidade da marca Gabriela Hearst, um sentimento que é, por certo, mútuo - em 2016, Hearst disse ao New York Times que a atriz era a sua musa, acrescentando: "(Ela é) tão sexy, tão forte: a imagem da beleza inteligente."

Celebrações anatómicas à parte, o vestido de Anderson tinha outra adição revolucionária na passadeira vermelha. Os bolsos. "É tão confortável", disse ela ao Extra TV à porta do hotel Beverly Hilton em Los Angeles, onde decorreu a cerimónia. "Há bolsos de ambos os lados para manter as minhas mãos quentes."

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