Uma espécie de super-heróis em Kharkiv: Mariya Golub, Vadym Strelchenko, Mykhailo Budnik

1 abr, 21:00

O vídeo amador de um grupo de voluntários a descer as escadas do metro da cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia, faz lembrar as cenas dos filmes de super-heróis. Um bom enquadramento para estes ucranianos que se uniram para fazer chegar bens de primeira necessidade e outras ajudas à segunda maior cidade da Ucrânia.

Entre eles está Mariya Golub, médica e uma das fundadoras da organização 'Nova Mriya' - ou 'Novo Sonho', em português. Uma homenagem ao maior avião do mundo, o Antonov An-225 Mriya. Foi destruído pelos ataques russos mas a fábrica Antonov já disse que irá tentar reconstruí-lo - simboliza por isso a reconstrução de um novo sonho.

Mariya podia ter saído da Ucrânia. Em vez disso, enviou os filhos para a Lituânia e ficou para ajudar quem mais precisa. "Em tempos de guerra não há tarefas concretas", diz esta médica. No metro distribui brinquedos e chupa-chupas às crianças que se abrigam com as famílias dos bombardeamentos. Nos armazéns da organização, descarrega caixas. "Escolhe-se o que é mais prioritário."

Vadym Strelchenko e Mykhailo Budnik coordenam, juntamente com Mariya, a ajuda humanitária enviada por homens de negócios da própria cidade ou de países longínquos, como os Estados Unidos. 

Ao todo são mais de 150 voluntários. Distribuem comida, medicamentos, fraldas e papel higiénico, entre outros bens, a partir dos centros locais que estabeleceram nos bairros de Kharkiv. E quando estes não são suficientes, a ajuda faz-se a partir do porta-bagagens de um carro parado na rua ou até mesmo casa a casa, porta a porta. Quando é necessário, os voluntários ajudam na reparação das janelas estilhaçadas pelas bombas. Substituem cerca de 80 a 100 janelas por dia.

A 30 km da fronteira com a Rússia, Kharkiv tem sido das cidades mais atingidas pelos ataques russos. Quatro voluntários já morreram, três ficaram feridos. Mas estes ucranianos mostram-se determinados em não desistir. "Nós somos patriotas, cumprimos o nosso dever", diz Mariya Golub.

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