Espanha em alerta com oito casos suspeitos de varíola dos macacos

18 mai, 12:03
Ambulância espanhola (Foto de arquivo: AP/Alvaro Barrientos)

Casos suspeitos em Espanha foram todos detetados em homens, num centro de saúde de Madrid, mas não foi possível encontrar ligação entre a maioria dos doentes

O Ministério da Saúde espanhol emitiu um alerta sanitário depois de serem detetados em Madrid oito casos suspeitos do vírus conhecido como varíola dos macacos, ou Monkeypox, avança esta quarta-feira o jornal espanhol El País.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) já confirmou cinco casos deste vírus, estando a investigar mais de 20 casos suspeitos. Nesta fase, no nosso país, a DGS informou que todas as ações de deteção, avaliação e comunicação de risco relacionadas com a doença estão centralizadas no Centro de Emergências em Saúde Pública.

Segundo o El País, o alerta espanhol foi lançado na tarde de terça-feira, quando Portugal já teria confirmado pelo menos três casos do vírus Monkeypox em testes PCR, e dias depois de a agência de segurança sanitária do Reino Unido informar sobre um surto com sete infetados. Todos os casos foram diagnosticados em homens que mantêm relações homossexuais, adianta o El País, e não foi possível encontrar uma ligação epidemiológica entre a maioria dos doentes, pelo que haverá várias cadeias de transmissão do vírus por identificar. 

A varíola dos macacos, que é causada por um vírus endémico em zonas selvagens do continente africano, pode ser transmitida ao ser humano, apesar de ser rara e, por norma, autolimitada, resolvendo-se em poucas semanas. A letalidade é baixa e, segundo a Organização Mundial de Saúde, oscila entre 1% e 10% dos infetados, sobretudo crianças, quado estas contraem o vírus em países mais pobres e com piores infraestruturas sanitárias.

Lesões na pele são principal sintoma

As lesões na pele são o sintoma mais característico desta doença, que ainda pode dar febre, dores de cabeça, dores musculares ou inflamação de gânglios linfáticos. O contágio entre humanos acontece quando existem contactos próximos, nomeadamente com os fluídos corporais de uma pessoa infetada ou mesmo através de gotículas de saliva. 

Os oito casos sob investigação em Madrid foram detetados num centro de saúde da capital espanhola que é referência para tratamento e diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis, mas também de outras patologias que afetem maioritariamente grupos da população considerados de risco para algumas doenças, como os homossexuais. 

De acordo com o jornal espanhol, a maior preocupação dos especialistas, nesta altura, tem a ver com a dimensão que o surto está a adquirir, com casos já confirmados em Portugal e no Reino Unido.

Desde que o vírus foi identificado pela primeira vez, em 1970, todos os casos diagnosticados na Europa, onde a doença é rara, foram em pessoas que tinham viajado para zonas endémicas e nos seus contactos mais próximos. Nas últimas décadas, o Reino Unido detetou apenas alguns contágios locais; em 2003, registou-se um surto nos Estados Unidos, com mais de 30 infetados, em consequência da importação de animais exóticos.

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