Travessias ilegais das fronteiras da UE aumentaram 70%

23 nov, 14:00
Polónia. Créditos: André Carvalho Ramos e João Franco/CNN Portugal
Polónia. Créditos: André Carvalho Ramos e João Franco/CNN Portugal

As rotas dos Balcãs Ocidentais, África Ocidental e Mediterraneo Ocidental são as três principais vias de entrada ilegal no espaço Schengen

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O número de passagens ilegais nas fronteiras externas da União Europeia (UE) entre janeiro e outubro aumentou quase 70% para 160 mil face a 2020 e 45% quando comparado com 2019, de acordo com dados preliminares da Frontex.

Segundo os dados da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas (Frontex), nos primeiros dez meses de 2021, a maior subida foi registada na fronteira terrestre oriental (na Polónia e nos países bálticos) com a Bielorrússia: 1444%, para as 8.000 passagens ilegais.

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O pico de passagens ilegais na fronteira da UE com a Bielorrússia registou-se em julho (3.200), tendo recuado com o reforço das medidas de controlo até às 600 em outubro.

Rota dos Blacãs Ocidentais

A rota dos Balcãs Ocidentais (que atravessa nomeadamente a Macedónia e a Sérvia e países da UE como a Croácia e a Eslovénia e por onde entram maioritariamente sírios, afegãos e ainda marroquinos) cresceu 140% face a 2020 e 810% na comparação com o ano anterior, para as 48.500 travessias irregulares.

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A terceira maior subida registou-se, entre janeiro e outubro, na rota do Mediterrâneo Central (que sai da Tunísia, Argélia e da Líbia em direção a Itália e a Malta), para as 55 mil passagens, um acréscimo de 85% face a 2020 e de 186% em comparação com 2019.

Rota da África Ocidental

A rota da África Ocidental (em direção ao arquipélago espanhol das Canárias) registou um aumento de 46% face a 2020 e de 1020% em comparação com 2019, para um total de 16.710.

Já a rota do Mediterrâneo Ocidental (de Marrocos para Espanha) cresceu 14% e 23%, em relação a 2020 e a 2019, para as 16.390 travessias ilegais.

A única rota que, nos primeiros dez meses do ano, apresentou um recuo foi a do Mediterrâneo Oriental, da Turquia para a Grécia, menos 11% face a 2020 e menos 76% na comparação com 2019, para as 15.770 travessias irregulares.

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