Costa vai a Bruxelas para cimeira europeia, mas antes vai encontrar-se com os comissários do Emprego e Mercado Interno

Agência Lusa
15 mar, 17:25
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Reuniões com Nicolas Schmit e Thierry Breton foram solicitadas pelo primeiro-ministro em funções

O primeiro-ministro, António Costa, será recebido na quarta-feira em Bruxelas pelos comissários europeus do Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Schmit, e do Mercado Interno, Thierry Breton, para discutir a cooperação com ambos neste mandato.

A informação foi avançada à agência Lusa por fontes dos gabinetes de Nicolas Schmit e de Thierry Breton, que indicaram que as reuniões foram solicitadas por António Costa, que estará já nesse dia em Bruxelas para participar dias depois na cimeira europeia, que na quinta-feira e sexta-feira da próxima semana junta na capital belga os chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE) para debater principalmente assuntos externos.

Fonte do gabinete de Schmit disse à Lusa que a reunião bilateral servirá para “debater assuntos sociais em Portugal e na UE”, precisamente a anteceder o Conselho Europeu dessa semana.

O socialista Nicolas Schmit é também o candidato principal do Partido dos Socialistas Europeus (PES) às eleições europeias de junho próximo.

Já a fonte do gabinete de Breton adiantou à Lusa que o encontro “é um reconhecimento da excelente cooperação entre ambos durante o mandato, especialmente no que toca às vacinas” anticovid-19, dados os esforços do responsável europeu pela tutela do Mercado Interno para acelerar a produção na UE.

Dependendo do tempo que demorar a formação do novo Governo em Portugal, esta pode ser a última cimeira europeia em que António Costa participa, dado o resultado das eleições legislativas de domingo passado.

De acordo com os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, sem os círculos da emigração, a Aliança Democrática (AD), que concorreu no continente e nos Açores, elegeu 76 deputados.

Somando a estes resultados os três eleitos na Madeira por PSD e CDS-PP, que concorreram juntos nesta região, sem o PPM, dá 79 mandatos – 77 do PSD e 2 do CDS-PP.

O PS elegeu no domingo 77 deputados, seguindo-se o Chega com 48 deputados eleitos (18,06%).

A IL, com oito lugares, o BE, com cinco, e o PAN, com um, mantiveram o número de deputados. O Livre passou de um para quatro eleitos enquanto a CDU perdeu dois lugares e ficou com quatro deputados.

Estão ainda por apurar os quatro deputados pela emigração, o que só acontece no dia 20 de março. Só depois dessa data, e de ouvir os partidos com representação parlamentar, o Presidente da República indigitará o novo primeiro-ministro.

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