A aeronave não tripulada descolou do centro de operações da Tekever na Atouguia da Baleia, em Portugal, e voo durante cerca de 90 minutos até aterrar no porta-aviões
A Tekever realizou a primeira descolagem de um porta-aviões do seu drone topo de gama, a bordo do britânico HMS Queen Elizabeth, informou esta quinta-feira a empresa tecnológica do setor da defesa.
“A Tekever operou o sistema aéreo não tripulado de longa autonomia AR5 a partir do convés de voo do HMS Queen Elizabeth durante o exercício ‘Heavy Lift Challenge 3’, assinalando a primeira vez que a aeronave operou a partir de um porta-aviões da Marinha Real Britânica”, lê-se em comunicado.
A aeronave não tripulada descolou do centro de operações da Tekever na Atouguia da Baleia, em Portugal, e voo durante cerca de 90 minutos até aterrar no porta-aviões.
Realizou também duas aterragens e duas descolagens a partir do convés de voo, regressando depois à Atouguia da Baleia num voo com a duração aproximada de 120 minutos.
“A operação do AR5 a partir de um porta-aviões, pela primeira vez, representa um passo importante na integração de capacidades comprovadas nas operações navais, a Tekever está a permitir que as forças navais realizem missões com maior flexibilidade, alarguem o alcance operacional e respondam à evolução das exigências operacionais no mar”, disse o diretor de plataformas da empresa, Tiago Nunes, em comunicado.
O responsável militar pelo operação, o capitão-tenente David Burton, referiu que a operação “proporcionou informações valiosas sobre a forma como os sistemas não tripulados podem apoiar a logística, a manutenção e tarefas operacionais mais amplas em ambientes marítimos exigentes”.
Os exercícios foram realizados em estreita colaboração entre a Marinha Real, o Exército Britânico, a Força Aérea Real e parceiros do setor.
Recentemente, o Ministério da Defesa do Reino Unido adjudicou à Tekever o contrato do Projeto CORVUS para o fornecimento do seu sistema aéreo não tripulado de longa autonomia AR5 ao Exército Britânico.