Ramiro Sequeira deixou administração da TAP no final do ano passado

Agência Lusa , MJC
4 jan, 16:06
TAP (imagem Getty)

Ramiro Sequeira, que desempenhava funções de administrador não executivo, integrou a TAP em agosto de 2018, vindo da concorrente espanhola Iberia

Ramiro Sequeira deixou as funções na TAP no final do ano passado, onde era administrador não executivo, segundo uma comunicação interna a que a Lusa teve acesso.

“O administrador não executivo Ramiro Sequeira cessará as suas funções na companhia no final deste ano”, lê-se na nota, na qual a TAP também agradece a Ramiro Sequeira “todo o seu contributo, dedicação e compromisso nas diferentes funções que desempenhou, especialmente durante um período difícil para a empresa”.

“O seu profissionalismo e competência foram fundamentais para enfrentar os desafios e dificuldades decorrentes da pandemia, e em que a sobrevivência da TAP esteve em risco”, refere também a comunicação interna.

Ramiro Sequeira, que desempenhava funções de administrador não executivo, integrou a TAP em agosto de 2018, vindo da concorrente espanhola Iberia, para assumir o cargo de administrador operacional (COO), na Comissão Executiva liderada por Antonoaldo Neves.

Ao jornal da TAP, aquando da chegada à empresa, Ramiro Sequeira apontou como prioridades ajudar a melhorar os índices de pontualidade, o controlo de custos e a produtividade.

“Entendo que a TAP está num processo de transformação e esta palavra por si mesma tem dois lados – o lado da mudança/incerteza, que deve ser gerido com assertividade e diálogo, e o lado das oportunidades/crescimento, que deve ser vivido com determinação e positivismo. Costumo dizer que os desafios se devem enfrentar com BEM: Bom Senso, Esforço e Metodologia”, afirmou, na ocasião.

Com o regresso da companhia aérea ao controlo do Estado, em 2020, e a consequente saída de Antonoaldo Neves, Ramiro Sequeira assumiu a presidência executiva interinamente, durante 10 meses, até à chegada de Christine Ourmières-Widener, em meados de 2021.

No seguimento da polémica sobre a indemnização de meio milhão de euros paga à ex-administradora e ex-secretária de Estado Alexandra Reis, o Governo decidiu exonerar por justa causa Ourmières-Widener e o então presidente do Conselho de Administração, Manuel Beja, que foram substituídos, em abril, por Luís Rodrigues.

Segundo o Expresso, Ramiro Sequeira foi convidado a sair da Comissão Executiva.

Ramiro Sequeira era o último sobrevivente da equipa executiva original da gestora francesa, eleita em assembleia-geral em 24 de junho de 2021, que era composta também por Alexandra Reis (saiu em fevereiro de 2022 e entrou para a equipa Sofia Lufinha em julho), Sílvia Mosquera (renunciou em março e sai em junho) e João Weber Gameiro (renunciou em outubro de 2021 e foi substituído por Gonçalo Pires).

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