Números de camas disponíveis para internamento imediato baixou em 2022

Agência Lusa , DCT
5 abr, 14:12
Hospital - Maca (arquivo)

Os dados salientam que os hospitais públicos ou em PPP continuaram em 2022 a ser os principais prestadores de serviços de saúde

Os hospitais tinham, em 2022, 36,2 mil camas disponíveis e apetrechadas para internamento imediato, menos 87 relativamente a 2021, correspondendo a 3,5 camas por 1.000 habitantes, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira divulgados.

Do total de camas, 67,7% estavam em hospitais públicos ou em parceria público-privada (PPP), adianta o INE na publicação “Estatísticas da Saúde”, divulgada a propósito do Dia Mundial da Saúde, que se celebra no dia 07 de abril

“Em relação ao início da série, em 1999, assistiu-se a uma redução no número total de camas de internamento nos hospitais portugueses (menos 2,1 mil camas, o equivalente a menos 5,4%) causada principalmente pela evolução nos hospitais públicos ou em parceria público-privada (menos 5,2 mil camas, o equivalente a menos 17,5%)”, salienta.

Em contrapartida, entre 1999 e 2022 registou-se um acréscimo de 3,2 mil camas de internamento nos hospitais privados, mais 37%.

Segundo os dados, existiam 243 hospitais em Portugal em 2022, 112 dos quais do Serviço Nacional de Saúde.

“O número de hospitais do setor público em funcionamento tem permanecido relativamente estável desde 2016, mas houve uma diminuição de 14 hospitais em relação a 2010”, observa o INE, acrescentando que “o rácio dos hospitais de acesso universal por 100 mil habitantes era de 1,1 em 2022, tal como no ano anterior”.

Relativamente aos hospitais privados, o INE indica que estavam 131 em funcionamento em 2022, mais 29 do que em 2010, sublinhando que a sua “predominância numérica” começou em 2016 e abrange todo o país.

Os dados salientam que os hospitais públicos ou em PPP continuaram em 2022 a ser os principais prestadores de serviços de saúde, assegurando 86,2% dos atos complementares de diagnóstico e/ou terapêutica, 81,6% dos atendimentos em urgência, 74,6% dos internamentos e 71,5% das cirurgias em bloco operatório.

“Os hospitais do setor público também asseguraram a maioria das consultas médicas, mas esta é a componente de atividade em que os hospitais privados conseguiram atingir um peso mais expressivo, representando 38% do total”, realça.

Relativamente à atividade assistencial, o INE realça o novo máximo de cirurgias em bloco operatório atingido em 2022, com 1,1 milhões de operações realizadas, mais 71,1 mil do que em 2021.

No SNS foram realizadas 780,5 mil cirurgias, mais 6,8% comparativamente a 2021, e nos hospitais privados 310,7 mil, mais 7,5%.

Os hospitais realizaram também, em 2022, 207 milhões de exames complementares de diagnóstico e/ou terapêutica, mais 7,8% face a 2021 e constitui o máximo observado no período de 1999 a 2022.

Em 2022, foram realizadas 282,2 mil teleconsultas nos hospitais portugueses, menos 182,2 mil do que o ano anterior (-39,2%).

Os dados revelam igualmente que, entre 2020 e 2022, o SNS e os Serviços Regionais de Saúde das Regiões Autónomas, em conjunto, foram os principais agentes financiadores da despesa corrente em saúde, suportando, em média, 55,8% do total.

Nesses anos, em média, 28,5% da despesa corrente foi suportada diretamente pelas famílias.

“Em termos estruturais, entre 2020 e 2022, destaca-se a diminuição do peso relativo da despesa do SNS e dos SRS (56,0% da despesa corrente em 2022, menos 0,2 p.p. do que em 2020) e o aumento de 0,6 p.p. do peso relativo da despesa das famílias”, salienta o INE.

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