Fenprof pede regresso da máscara nas escolas e docentes no grupo prioritário para reforço da vacina

Agência Lusa , BCE
24 nov, 12:48

Federação apela à vacinação prioritária dos professores por considerar que os docentes devem estar protegidos das centenas de crianças e jovens com quem trabalham diariamente e que apresentam os níveis mais elevados de novas infeções

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O regresso do uso de máscara em todos os espaços da escola e considerar os professores como grupo prioritário no processo de vacinação são medidas que a Fenprof pede que o Governo aprove no Conselho de Ministros de quinta-feira.

Na véspera da reunião do governo em que serão decididas novas ações para conter a disseminação da covid-19, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) apela para que as medidas "não esqueçam as escolas nem os seus profissionais".

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No âmbito do plano de reforço da terceira dose da vacina contra a covid-19, a Fenprof pede ao Governo que volte a considerar os docentes "como grupo prioritário no processo de vacinação”.

Os professores e trabalhadores não docentes começaram a ser vacinados no final de março, tendo sido considerados como um dos grupos prioritários no processo de vacinação. O plano começou com os trabalhadores do pré-escolar e 1.º ciclo seguindo-se os restantes níveis de ensino até ao secundário.

Após vários estudos recomendarem uma dose de reforço da vacina, para compensar a perda de imunidade que se verifica ao longo do tempo, as autoridades de saúde nacionais avançaram com um novo plano de toma de uma terceira dose.

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Atualmente, entre os grupos prioritários encontram-se as pessoas acima dos 65 anos, os profissionais de saúde, os trabalhadores e utentes de lares de idosos ou espaços semelhantes e bombeiros que tripulam ambulâncias.

Para a Fenprof, entre os grupos prioritários deveriam estar também os professores, porque lidam diariamente com centenas de crianças e jovens, que são os que apresentam atualmente níveis de transmissibilidade do vírus mais elevados.

Em comunicado, a Fenprof aponta ainda como medida que quer ver aprovada no Conselho de Ministros o “reforço das condições de segurança sanitária nas escolas, designadamente a utilização de máscara em todos os espaços, a medição da temperatura corporal e a garantia de distanciamento físico nas salas de aula”.

Em 1 de outubro, o uso de máscaras nos espaços escolares ao ar livre, como os recreios, deixou de ser obrigatório, mantendo-se, no entanto, a sua obrigatoriedade dentro das salas de aulas.

Fenprof denuncia ausência de testagem aos professores vacinados

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A terceira medida é a realização de testes a todos os profissionais que exercem atividade com turmas nas quais se identifiquem casos de covid-19, bem como testagem periódica da comunidade escolar.

Segundo a Fenprof, há professores com várias turmas que não estão a ser testados, “com a justificação de estarem vacinados”.

“Como sabemos, a vacina não evita o contágio e como os docentes lidam com muitas pessoas (alunos de várias turmas, colegas, trabalhadores não docentes das escolas, pais e encarregados de educação e, ainda, com os seus próprios familiares e amigos) é necessário que sejam considerados no âmbito das medidas a aprovar”, sublinha a federação.

Na reunião de Conselho de Ministros de quinta-feira, a Fenprof espera que haja também o anúncio de medidas destinadas "às escolas e aos seus profissionais, tanto mais que os grupos etários em que os níveis de transmissibilidade se apresentam mais elevados são, precisamente, os das crianças e jovens em idade escolar”.

A federação representativa dos docentes recorda ainda que "praticamente em todo o país, há turmas em isolamento, com milhares de alunos a voltarem ao indesejável regime de ensino a distância, como medida de recurso”.

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