Sexto pacote de sanções à Rússia: líderes europeus cortam 90% do petróleo russo até ao fim do ano

30 mai, 23:31

Presidente da Comissão Europeia adiantou ainda que "dependência do gás, petróleo e carvão russos" está a ser eliminada de forma gradual

Os chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE) chegaram esta segunda-feira a acordo para um embargo ao petróleo russo. O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel. 

Michel adiantou no Twitter que em causa estão dois terços das importações europeias à Rússia, destacando “a unidade” no Conselho Europeu, que esteve esta segunda e continuará terça-feira reunido em Bruxelas numa cimeira extraordinária.

O presidente do Conselho Europeu vincou ainda a “máxima pressão sobre a Rússia para acabar com a guerra”.

“Chegámos a acordo para proibir a exportação de petróleo russo para a UE. Isto abrange imediatamente mais de dois terços das importações de petróleo da Rússia, cortando uma enorme fonte de financiamento para a sua máquina de guerra”, anunciou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, numa publicação na rede social Twitter.

 

Von der Leyen: acordo vai reduzir em 90% as importações até ao final do ano

Também a Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, revelou que este acordo irá "reduzir em cerca de 90% as importações de petróleo da Rússia para a UE" até ao final do ano.

A presidente da Comissão Europeia adiantou ainda que a "dependência do gás, petróleo e carvão russos" está a ser eliminada de forma gradual, revelando o plano "RePowerEU", que assenta em quatro pilares principais: 

- Economia de energia;

- Diversificação dos combustíveis fósseis;

- Investimento maciço nas energias renováveis;

- Financiamento

Estas medidas acontecem após longas discussões na UE para avançar com um embargo gradual e progressivo ao petróleo russo, como já tinha sido proposto pela Comissão Europeia há cerca de um mês.

As sanções estiveram na agenda dos líderes europeus, prevendo-se agora alterações face à proposta inicial, como a medida abranger dois terços das importações europeias de petróleo da Rússia, ou seja, todo o petróleo por via marítima proveniente da Rússia.

Estas alterações acontecem para fazer face às críticas de países mais dependentes do petróleo russo, como a Hungria, estando ainda previstas exceções temporárias para garantir a segurança do aprovisionamento de certos Estados-membros.

Este é o sexto pacote de sanções à Rússia desde o início da invasão à Ucrânia.

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