Frota do Pacífico da Marinha Russa colocada em alerta máximo para a realização de inspeção surpresa

14 abr 2023, 12:32
Navio militar russo da Frota do Pacífico (AP)

Exercício pedido por Vladimir Putin ocorre num novo momento de grande tensão no Oceano Pacífico

A Frota do Pacífico da Marinha Russa foi esta sexta-feira colocada em alerta máximo para a realização de uma inspeção surpresa, anunciou o Ministro da Defesa do país, Sergei Shoigu.

"Hoje, desde as nove da manhã, hora de Vladivostok, toda a frota do Pacífico foi posta em alerta máximo e começou a ser preparada para o mais alto grau de prontidão de combate”, disse Shoigu, citado pela RIA Novosti.

Esta inspeção surpresa está a ser realizada a pedido do presidente Vladimir Putin, que é também Comandante Supremo das Forças Armadas da Rússia. A comandar os exercícios estará o Chefe do Estado-Maior da Armada, o almirante Nikolai Yevmenov.

Sergei Shoigu afirmou que o objetivo desta inspeção é aumentar a capacidade de resposta da Frota do Pacífico para repelir uma ofensiva no Oceano Pacífico, espaço que partilha com os Estados Unidos.

"Durante a inspeção, a Frota do Pacífico terá de repelir ataques maciços de mísseis e aviões, realizar exercícios de busca e destruição de submarinos, realizar disparos de torpedos e artilharia e lançar mísseis”, anunciou o ministro.

De acordo com o Chefe dos Estado-Maior General das Forças Armadas, Valery Gerasimov, este exercício tem três fases distintas. Na primeira fase, a Frota assume a prontidão máxima para combate, enquanto os militares são preparados para “exercícios de controlo”. Na fase intermédia, as forças são destacadas dos seus postos para as áreas de treino. O último momento está reservado para o treino em situação de combate.

A região do Pacífico está a viver um momento de particular tensão. Em meados de março, Estados Unidos e Coreia do Sul realizaram o maior exercício conjunto nos últimos cinco anos, denominado Freedom Shield, numa demonstração de força contra a Coreia do Norte, que continua a lançar mísseis sobre a vizinha do Sul e o Japão com regularidade.

Esta quinta-feira, Pyongyang lançou aquele que Kim Jong-un disse ser o “mais poderoso” míssil balístico intercontinental do seu arsenal nuclear, o Hwasong-18, e que motivou mesmo o disparo de alertas de evacuação na ilha de Hokkaido, no Norte do Japão.

Mais a Sul, entre os dias 8 e 10 deste mês, a China realizou um exercício de simulação de cerco à ilha de Taiwan, uma resposta rígida à visita da presidente do território, Tsai Ing-wen, aos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente da Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy.

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