Fogo em Boticas lavra em zona de pinhal denso e poucos acessos

Agência Lusa , BMA
10 jul, 23:36
Bombeiros combatem incêndio na Guarda (Miguel Pereira da Silva/Lusa)

Autarca lamenta destruição de área “já significativa” desta que é a maior mancha contínua de pinheiro-bravo da Península Ibérica

Cerca de 170 bombeiros combatem um incêndio que deflagrou em Ribeira de Pena, estendeu-se ao concelho de Boticas e está a queimar uma área de pinheiro-bravo de declives acentuados e “poucos acessos”, disse fonte da Proteção Civil.

O alerta para o fogo foi dado às 15:15, em Canedo, concelho de Ribeira de Pena, mas as chamas acabaram por lavrar em direção ao concelho vizinho de Boticas.

O presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, explicou que o incêndio pelas 22:30 tinha uma frente ativa, numa zona de pinhal denso e de “poucos acessos”.

O autarca lamentou a destruição de uma área “já significativa” desta que é a maior mancha contínua de pinheiro-bravo da Península Ibérica e que tem sido alvo de vários projetos de limpeza e de reflorestação, salientando que é “triste ver tudo isto ir por água abaixo”.

“Estava quase sanado, esta frente virada a Boticas, por cima das povoações de Fiães do Tâmega e de Veral, mas de facto agora complicou-se um pouco e vamos ter toda a noite bastante trabalho”, referiu, apontando a mudança do vento que se fez sentir no local.

Com as atenções centradas nas aldeias, o autarca referiu que os meios, incluindo máquinas de rasto, vão ser posicionados nos acessos por cima destas localidades para travar o fogo.

“Está complicado e vai ser complicado, mas vamos fazer tudo para que não chegue às aldeias”, frisou.

Para o local foram acionadas cerca de 170 operacionais, entre bombeiros, sapadores florestais e elementos da GNR, que contam com o apoio de 47 viaturas.

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