Os cinco maiores riscos que estão à solta nas redes sociais

15 jul, 08:01
Criança ao computador (Pedro Rances Mattey/Getty Images)

A ideia transmitida nas várias plataformas de que na internet se faz dinheiro de forma fácil é um dos perigos para os mais novos. Mas há mais

O pediatra Sérgio Neves, especialista em adolescência, garante que há muitos riscos a que se expõem as crianças e os jovens quando frequentam as redes sociais desacompanhados. E enumera-os, explicando quais são os mais perigosos.

Publicidade agressiva

As redes sociais estão povoadas de anúncios que induzem os jovens a compras ou certos comportamentos que podem ser prejudiciais, como é o caso do jogo online.  “Os sites internos dos próprios jogos são também extremamente agressivos, estimulam a competição. Sem querer, podem estar a envolver-se em atividades com dinheiro. Há adolescentes que querem ser vloggers ou influencers, porque pensam que podem ganhar dinheiro facilmente. Têm-me aparecido em consulta jovens que se desinteressaram pela escola porque acham que podem ganhar a vida na internet e para isso não precisam de estudar”, exemplifica o médico.

Ciberbullying

As redes sociais facilitam a propagação de mensagens que podem ser maliciosas para determinado indivíduo ou grupo, avisa o especialista.

Clonagem de cartões ou de documentos

“É muito fácil os jovens serem envolvidos em atividades de phishing, por exemplo. Muitas vezes usam os computadores dos pais, onde há informações bancárias, de trabalho e há redes que procuram ludibriar estes adolescentes para depois entrarem nos aparelhos e sacar informação relevante”, diz.

Iliteracia e imaturidade cerebral da criança

“O desenvolvimento cerebral dos adolescentes ainda está longe de estar completo. Só a partir dos 16 anos é que eles começam a controlar os impulsos. E há sites que usam as redes sociais para se aproveitar e explorar essa imaturidade cerebral”, explica Sérgio Neves.

A exposição

Nem os adultos têm a exata consciência da exposição a que estão sujeitos quando utilizam as redes sociais. Uma fotografia nas férias, pode deixar o caminho livre a um ladrão para nos entrar em casa enquanto estamos ausentes. Uma imagem com o uniforme do colégio ou à porta da escola dá mais informação do que devia a predadores e outras pessoas mal-intencionadas.

Os perfis falsos

Há muita gente a fingir ser quem não é nas redes sociais. Literalmente: Há pessoas que se fazem passar por outras para ganhar a confiança dos nossos filhos.

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