Operação Unicórnio: o que estará preparado no caso de a rainha morrer na Escócia

8 set, 17:05
Rainha Isabel II (Associated Press)

Operação principal tem o nome "Ponte de Londres" e, apesar de estar envolta em grande secretismo, ao longo dos anos foram sendo divulgados alguns pormenores sobre o que vai acontecer nos dez dias que medeiam entre a morte da rainha e o seu funeral

O jornal "Politico" conseguiu em setembro de 2021 ter acesso a documentos que revelam com detalhe tudo o que vai acontecer nos dez dias que medeiam entre a morte da rainha e o seu funeral, incluindo as preocupações com a segurança e a gestão de multidões.

No entanto, com a rainha no Castelo de Balmoral, na Escócia, o plano pode ser alterado, como dá conta uma notícia de 2019 do The Herald on Sunday.

Se a rainha morrer na Escócia, o parlamento escocês será de imediato suspenso e os pontos fulcrais da operação serão o Parlamento, o palácio de Holyroodhouse e a Catedral de St Giles.

O funeral deverá acontecer cerca de dez dias úteis depois da morte da monarca, sendo que o corpo ficará em câmara ardente no palácio de Holyroodhouse antes de ser transferido para a Catedral através da Royal Mile. Depois, o corpo será colocado no comboio real na estação de Waverly e viajará na linha principal do oeste.

Certo é que está tudo pensado: as palavras exatas com que a notícia será dada, quem será informado primeiro e até o que será publicado nas redes sociais. Assim que a rainha morrer, o Governo britânico e a Casa Real já têm um plano pormenorizado de tudo o que vai acontecer.

A operação principal tem o nome  "Ponte de Londres" e, apesar de estar envolta em grande secretismo, ao longo dos anos foram sendo divulgados alguns pormenores sobre o que vai acontecer nos dez dias que medeiam entre a morte da rainha e o seu funeral, incluindo as preocupações com a segurança e a gestão de multidões.

Ao mesmo tempo da operação "Ponte de Londres" será ativada também a operação "Maré de Primavera" ("Spring Tide"), que define os planos para a chegada ao trono do novo rei. Carlos será proclamado rei no dia a seguir à morte da mãe e fará uma viagem pelo país ainda antes do funeral. A coroação poderá só acontecer meses mais tarde.

Internamente, o dia da morte da rainha será referido como "Dia D". Cada dia seguinte até ao funeral será referido como “D + 1,” “D + 2” e assim por diante.

O Palácio de Buckingham não confirmou nem quis comentar estas informações. 

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