Magina da Silva: o único caminho é “afastar os adeptos violentos” dos estádios

14 dez 2021, 00:06

O diretor nacional da PSP lembrou ainda que “a sociedade portuguesa não é estruturalmente racista” e que os casos de agressões xenófobas são esporádicos

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O diretor nacional da PSP foi esta segunda-feira o convidado do programa da CNN Portugal “Rui Santos em Campo”. Magina da Silva foi claro e sucinto: a violência no desporto só termina quando se “afastar de forma temporária ou permanente os adeptos violentos”. O responsável máximo da PSP, questionado sobre as claques de futebol em Portugal, reiterou que “enquanto houver um ato de violência associado ao desporto, temos um problema”.

"Temos um problema com alguns adeptos que vão ao futebol motivados para o confronto físico”, disse na entrevista a Rui Santos.

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O diretor da PSP revela que "desde a época desportiva 2017/18 até à atualidade" foram aplicadas 615 medidas de interdição, no mesmo período em Inglaterra o número ascende a 12.768 impedições.

"Se aplicássemos com o mesmo rigor, em vez das 615 teríamos 2.200 interdições. Este é o caminho para definitivamente atacar a violência no desporto”, conclui.

Sobre a utilização de engenhos pirotécnicos nas bancadas dos estádios, o diretor nacional da PSP lembrou que “o vulgo petardo pode levar à amputação de uma mão” e, por isso mesmo, deveria haver maior empenho por parte dos organizadores em detetar estes artefactos.

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“O vulgo petardo pode levar à amputação e uma mão”, reforçou.

Relativamente aos confrontos que se verificaram em Lisboa e em Braga, antes dos jogos da Champions e da Liga Europa, Magina da Silva explica que os adeptos estrangeiros foram monitorizados desde a chegada a Portugal.

Lembrando, que a noite que antecedeu os encontros, as autoridades reforçaram o número de efetivos junto aos espaços de diversão noturna sem ocorrências maiores e que os confrontos acabaram no dia do jogo, mas fora do perímetro do recinto desportivo.

“Tentaram agredir os polícias”, lembra.

Questionado sobre o caso de racismo sobre Marega no estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, Magina da Silva considera ter sido um caso isolado lembrando que "a sociedade portuguesa não é estruturalmente racista”.

“A sociedade portuguesa não é estruturalmente racista”, culmina.

 

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