Maus-tratos a crianças vão passar a ser punidos com prisão perpétua no Reino Unido. Como a tragédia de um menino de sete anos mudou a lei

27 jun, 19:11

Qualquer pessoa que agora cause ou permita a morte de uma criança ou de um adulto vulnerável que esteja ao seu cuidado enfrentará prisão perpétua

Os maus-tratos a crianças vão passar a ser punidos com prisão perpétua no Reino Unido, após a moldura penal ter sido alterada, avança o jornal inglês Daily Mail.

As alterações à lei, que entram em vigor esta semana, surgem na sequência do caso de Tony Hudgell, agora com sete anos, que perdeu as pernas depois de ter sido torturado pelos pais.

Jody Simpson e Tony Smith, os pais da criança, foram condenados à pena máxima de prisão no Reino Unido, que era em 2018 de dez anos.

“Presto homenagem ao Tony Hudgell e aos seus pais adotivos, Paula e Mark. Esta é uma vitória para eles”, declarou Dominic Raab, vice-primeiro-ministro britânico.

 

Qualquer pessoa que agora cause ou permita a morte de uma criança ou de um adulto vulnerável ao seu cuidado enfrentará prisão perpétua, em vez de 14 anos.

A pena máxima para crueldade infantil ou para quem permita danos físicos graves aumenta de dez para 14 anos.

O Governo também estabeleceu reformas de assistência social para ajudar a recrutar mais cuidadores adotivos, aumentar o apoio aos assistentes sociais e melhorar as condições daqueles que trabalham no setor.

Tony tinha apenas 41 dias quando foi hospitalizado com falência múltipla de órgãos e inúmeras fraturas, depois de ter sido abusado pelos seus pais, Jody Simpson e Tony Smith, em 2014.

O menino conseguiu sobreviver, mas as pernas tiveram de ser amputadas.

Paula e Mark Hudgell adotaram o menino e lutaram para que as penas por maus-tratos infantis fossem aumentadas nos tribunais. 

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