FOTOS: as camisolas de protesto que a Dinamarca vai usar no Qatar

28 set, 16:21

«Não queremos ser visíveis durante um torneio que custou a vida a milhares de pessoas», refere a marca responsável pelos equipamentos

A Dinamarca vai utilizar camisolas de protesto contra o Qatar em pleno Mundial 2022, referiu a marca responsável pelos equipamentos.

A Hummel exibiu a 'pele' da seleção dinamarquesa para o Campeonato do Mundo e explicou o motivo pela qual as camisolas são discretas.

«Queremos enviar uma dupla mensagem com as camisolas da seleção da Dinamarca. Não só foram inspiradas no Euro 92, uma forma de tributo ao sucesso do futebol dinamarquês, mas também são um protesto contra o Qatar e o seu história de direitos humanos. Por isso, reduzimos todos os detalhes das nossas camisolas, incluindo o nosso logótipo. Não queremos ser visíveis durante um torneio que custou a vida a milhares de pessoas. Apoiamos a seleção da Dinamarca, mas isso não é o mesmo que apoiar o Qatar como país anfitrião. Acreditamos que o desporto deve unir as pessoas. Quando não une, queremos marcar uma posição», pode ler-se na nota divulgada nas redes sociais.

A Dinamarca vai ter três camisolas: uma vermelha, outra branca e uma preta. Esta última é a camisola do luto pela vidas perdidas durante a construção dos estádios para o Mundial, refere a marca responsável pelos equipamentos.

«A cor do luto. A cor perfeita para a terceira camisola da Dinamarca no Mundial deste ano. Apesar de apoiarmos a Dinamarca, isso não deve ser confundido com o apoio a um torneio que custou a vida a milhares de pessoas. Queremos marcar uma posição sobre o histórico do Qatar no que respeita aos Direitos Humanos e o tratamento dado aos emigrantes que construíram os estádios do Campeonato do Mundo», explica a Hummel. 

Embora as autoridades do Qatar neguem, várias organizações e estimativas apontam para milhares de mortes naquele país entre 2010 e 2019 em trabalhos relacionados com o Mundial, com um relatório do jornal britânico The Guardian, de fevereiro deste ano, a cifrar o valor em 6.500 óbitos, número que muitos consideram conservador.

Em maio, a seis meses do arranque da competição, a Amnistia Internacional assinou uma carta aberta endereçada ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, ao lado de associações como a Human Rights Watch, pedindo-lhe que invista o mesmo valor dos prémios atribuídos às seleções pela performance no torneio num mecanismo de compensação.

Veja os equipamentos na galeria associada.

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