É Monkeypox, é "varíola dos macacos" ou é o quê? Graça Freitas explica

19 mai, 21:04

Diretora-geral da Saúde defende que, apesar de poder remeter para a doença já erradicada, não se deve alterar o nome da varíola dos macacos. E esclarece: para evitar confusões, o nome correto é infeção humana pelo vírus monkeypox

A Monkeypox, que em português se traduz para "varíola dos macacos", pode remeter a população para a varíola - doença já erradicada através da vacinação da população. Questionada no Jornal das 8 da TVI (órgão do mesmo grupo da CNN Portugal) se não se deveria alterar o nome desta "varíola dos Macacos", Graça Freitas é taxativa: "Não".

"Os vírus estão batizados. É um processo científico - foi e é atribuído a cada vírus um nome, uma classificação, uma identidade - para que a comunidade científica saiba de que é que estamos a falar", começa por explicar a diretora-geral da Saúde, esclarecendo que, neste caso, falamos especificamente de Monkeypox.

"É Monkeypox porque dentro dos vírus pox -  e agora estou a abreviar para não dizer o nome completo - há vários pox. Um deles, que era o dos humanos, era o Smallpox e originava varíola nas pessoas", refere Graça Freitas, que prossegue em elencar: "O Cowpox originava varíola nas vacas e o Monkeypox nos macacos".

Mas a diretora-geral da Saúde adverte: "Isto não quer dizer que estes vírus não passem a barreira das espécies", que é o que se está a verificar atualmente. E, neste caso, o nome certo é: infeção humana - "porque quando ela passa para nós já não é dos macacos".

"O vírus até se pode chamar monkeypox - a varíola dos macacos - mas a infeção é humana pelo vírus monkeypox e portanto não devemos confundir isso", conclui.

Vírus detetado em Portugal e no Reino Unido têm a mesma origem

Na entrevista conduzida por José Alberto Carvalho, Graça Freitas explicou que o elevado número de casos de Monkeypox em Portugal é resultado de "uma ótima capacidade de deteção" existente no país. A diretora-geral da Saúde anunciou ainda que o vírus detetado nos casos portugueses é originário da África Ocidental, tal como as amostras detetadas no Reino Unido.

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