Entre pedir explicações ou a demissão da PGR, vice do grupo parlamentar do PS prefere a 1.ª via

19 abr, 15:42
Marina Gonçalves e António Costa (António Cotrim/Lusa)

Tribunal da Relação diz que não existem indícios de crime sobre António Costa na Operação Influencer e mandou retirar medidas de coação a todos os arguidos. Trata-se de uma nova derrota do Ministério Público neste caso

A ex-ministra da Habitação Marina Gonçalves, que é atualmente vice-presidente da bancada parlamentar do PS, afirmou em entrevista ao Observador que é preciso explicar a decisão do Tribunal da Relação sobre a Operação Influencer e sobre todos "estes contornos duvidosos". "Aliás, merecem explicações sobre afinal o que é que está em cima da mesa, qual é o processo, qual é o andamento, quais são os timings do processo, porque ele não deixou de ter esta consequência direta" da queda do Governo anterior.

A ex-ministra diz que "é fundamental que haja clareza". "Ainda para mais quando falamos, como referia, de um processo que ainda ontem teve a decisão que teve do Tribunal da Relação. Obviamente o processo continua, não é um processo parado, não acaba aqui. Mas são devidas explicações e preocupa-nos que haja, realmente, este desenvolvimento desde o momento zero até ao dia de ontem."

Quanto a um possível pedido de demissão da Procuradora-Geral da República, Marina Gonçalves considera que é extemporâneo fazê-lo, uma vez que "são precisas explicações". "Eu acho que nesta fase  - e já o dissemos - são precisas explicações. É preciso clareza naquilo que está em cima da mesa sobre o desenvolvimento do processo, é isso que é devido nesta fase. Obviamente que nos preocupa o que vai acontecendo. Preocupa-nos que estes processos aconteçam e tenham estas consequências. Nesta fase, aquilo que dizemos é que são devidas explicações. Não vamos antecipar e, sobretudo, entrar num debate [sobre a demissão da PGR] que é um debate que vai muito para lá daquela que é a seriedade que é devida ao papel importante que a justiça tem e que não deve estar em cima da mesa nesta fase. O que deve estar efetivamente em cima da mesa é a clareza, as explicações que são fundamentais nesta fase."

Sobre as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, que disse depois da decisão do Tribunal da Relação que Portugal está mais perto de ter alguém na presidência do Conselho Europeu - referindo-se a António Costa -, Mariana Gonçalves saúda as declarações do Presidente - e não vê nelas uma maneira de Marcelo se redimir pela dissolução do Parlamento. "Eu resumiria que partilhamos dessa vontade de ter António Costa também a representar os portugueses, pois estaremos bem representados, certamente."

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