Marcelo promete “examinar muito cuidadosamente” último diploma de Marta Temido

1 set, 10:26

Presidente da República recorda as "dúvidas" que teve na promulgação do Estatuto do SNS e promete um olhar atento ao diploma que segurará a ministra da Saúde ao Governo durante as próximas semanas

O Presidente da República garantiu esta quinta-feira que vai “examinar muito cuidadosamente” o diploma que regula a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que está a ser trabalhado por Marta Temido, a ministra da Saúde que apresentou a demissão na madrugada de terça-feira.

Não se querendo alargar em comentários, Marcelo Rebelo de Sousa disse aguardar “a proposta de exoneração e a proposta de nomeação” do substituto. “Já quanto à regulamentação do diploma, já disse que vou examinar muito cuidadosamente”, acrescentou, recordando as “dúvidas” que teve na hora de promulgar o Estatuto do SNS.

Sobre o facto de ser uma ministra demissionária a concluir o processo, o Presidente da República recusou pronunciar-se “sobre isso”.

Marta Temido apresentou a demissão horas depois de a TVI/CNN Portugal ter noticiado a morte de uma grávida, que foi transferida por haver falta de vagas na neonatologia do Hospital de Santa Maria.

O Governo já fez saber que a substituição “não será rápida”, já que o primeiro-ministro António Costa gostaria que a ministra concluísse o processo de definição da nova direção executiva do SNS.

Inflação: Presidente avisa para “medidas muito urgentes”

Com a inflação a impactar a vida dos portugueses – no desenvolvimento mais recente, com a possibilidade de as rendas subirem 5,43% no próximo ano -, o Chefe de Estado avisa que há que estar atento à evolução do indicador e adotar “medidas que são muito urgentes”.

À margem das Conferências do Estoril, Marcelo Rebelo de Sousa não concretizou quais, realçando apenas que importa “saber quando isso aparecerá, [se] agora em setembro, [se] ante do Orçamento do Estado para o ano que vem”. Questionado sobre a necessidade de um pacote de medidas robusto, atirou para o executivo: “Vamos ver, é uma decisão do Governo”.

O Presidente da República insistiu na necessidade de uma estratégia concertada a nível europeu. “No momento, em todos os países tem de se ponderar um conjunto de medidas. O ideal é que fosse concertado a nível europeu”, afirmou.

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