Relação entre Portugal e Brasil "é sempre excecional", considera Marcelo Rebelo de Sousa

Agência Lusa , PF
7 set, 00:03
Marcelo Rebelo de Sousa (Hugo Delgado/ LUSA)

Encontro com Jair Bolsonaro começou com uma hora de atraso

O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que a relação entre Portugal e o Brasil "é sempre excecional", antes de um encontro com o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em Brasília.

À chegada ao Palácio Itamaraty, em Brasília, Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu-se por breves instantes à comunicação social. Questionado sobre o que esperava da reunião com Bolsonaro, respondeu: "São sempre boas, [a relação entre] Portugal e Brasil é sempre excecional".

O encontro entre os dois chefes de Estado, que estava marcado para as 18:30 locais (22:30 em Lisboa) começou com cerca de uma hora de atraso.

Jair Bolsonaro só chegou ao Palácio Itamaraty pelas 18:50 locais e antes de Marcelo Rebelo de Sousa recebeu os outros dois chefes de Estado de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) presentes em Brasília para estas comemorações do 07 de setembro, Umaro Sissoco Embaló, da Guiné-Bissau, e José Maria Neves, de Cabo Verde.

Estiveram também neste encontro bilateral, da parte portuguesa, o secretário de Estado da Cooperação e dos Negócios Estrangeiros, Francisco André, o chefe da Casa Militar do Presidente da República, o vice-almirante Luís Sousa Pereira, a secretária do Conselho de Estado, Rita Magalhães Collaço, e o embaixador de Portugal em Brasília, Luís Faro Ramos.

O Presidente do Brasil esteve acompanhado pelo seu ministro das Relações Exteriores, Carlos França, pelos secretários de Assuntos Estratégicos, Flávio Rocha, e para a Europa, África e Oriente Médio, Kenneth Nobrega, e pelo embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro.

Em julho, Jair Bolsonaro cancelou um almoço para o qual tinha convidado Marcelo Rebelo de Sousa, em Brasília, decisão que tornou pública pela comunicação social e justificou com o facto de o Presidente português se reunir antes em São Paulo com o antigo chefe de Estado brasileiro Lula da Silva.

As comemorações do bicentenário da independência do Brasil acontecem quando está em curso a campanha oficial para as eleições presidenciais brasileiras de 02 de outubro, com uma eventual segunda volta em 30 de outubro, às quais são candidatos, entre outros, Jair Bolsonaro e Lula da Silva.

Augusto Santos Silva, a segunda figura do Estado português, estará igualmente em Brasília para as comemorações do bicentenário da independência do Brasil, a convite do presidente do Senado Federal brasileiro, Rodrigo Pacheco.

Marcelo Rebelo de Sousa ficará no Brasil até sexta-feira, com passagem também pelo Rio de Janeiro.

O Presidente da República esteve no Brasil há dois meses, entre 02 e 04 de julho, para assinalar o centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, no Rio de Janeiro, e para a inauguração da Bienal do Livro de São Paulo, que teve Portugal como país homenageado.

O programa dessa visita iria terminar em Brasília, com um almoço com o Presidente do Brasil, que foi cancelado por Jair Bolsonaro.

Face à atitude do seu homólogo, Marcelo Rebelo de Sousa começou por manter o seu programa, aguardando uma comunicação por escrito, e depois desistiu de ir a Brasília, mas sempre desdramatizando este episódio e o seu impacto nas relações bilaterais.

Ao mesmo tempo, deu como certo o seu regresso ao Brasil em setembro para as comemorações do bicentenário da independência: "O Senado já me convidou para eu ser o orador convidado. Mas vem comigo o presidente do parlamento português [Augusto Santos Silva], e virá comigo o Governo, para mostrar que os órgãos de soberania todos cá estarão nesse momento fundamental", declarou na altura.

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