Vendedor de bilhetes de lotaria espanhola acusado de defraudar vencedor em 4,7 milhões de euros

CNN Portugal , CNC
7 ago, 19:36
Lotaria (Unsplash)

Tudo começou há cerca de 11 anos

Manuel Reija e o seu irmão Miguel, delegado das Lotarias na Corunha, em Espanha, vão ser acusados por suspeita de conspiração para defraudar o dinheiro de um prémio de lotaria, reporta a La Voz de Galicia.

A acusação e a polícia acreditam que os irmãos enganaram a pessoa que validou o bilhete e que, quando esta foi verificar se tinha um prémio, lhe disseram que o seu bilhete não tinha vencido, de forma a assegurarem que mais ninguém além dos próprios conseguissem reclamar o dinheiro. Os irmãos negam a acusação e afirmam que agiram de boa-fé, avança ainda a La Voz de Galicia.

Se a acusação for provada em Tribunal, Manuel Reija pode enfrentar até seis anos de cadeia, de acordo com o Guardian.

Há cerca de 11 anos, o bilhete premiado que não tinha sido reclamado foi notícia e Manuel Reija foi até elogiado quando disse aos meios de comunicação social que, depois de encontrar o bilhete, estava a tentar encontrar o vencedor em vez de reclamar o dinheiro para si próprio, avança o Guardian.

Mas as declarações do vendedor de bilhetes de lotaria criaram suspeitas nas autoridades encarregadas das lotarias, que deram então início a uma investigação. As forças de segurança locais iniciaram uma busca de bens perdidos para encontrar o legítimo proprietário do bilhete premiado. 

Cerca de 317 pessoas de toda a Espanha disseram ser o vencedor, mas todas as afirmações revelaram-se falsas, escreve o Guardian.

Em outubro de 2015 foi aberto o processo judicial, mais tarde a Câmara Municipal notificou que nenhum dos 300 reclamantes conseguiu provar ser o dono do bilhete. 

Apenas em 2019 é que a Polícia Nacional chegou a Manuel Reija e suspeitou dele, devido a várias contradições entre o seu testemunho e o que estava registado na máquina de verificação dos boletins da lotaria. 

Durante a audiência preliminar realizada na Corunha, o Ministério Público exigiu uma pena de seis anos para Manuel Reija - que terá tentado levantar o bilhete em seis ocasiões diferentes - e para o seu irmão, acusados de branqueamento de capitais e de fraude, e afirmou que o prémio devia  reverter a favor da viúva e da filha do legítimo vencedor, avança o Guardian.

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