Amorim: «Além da vantagem, vamos matando a esperança dos adversários»

Ricardo Jorge Castro , Estádio Municipal de Famalicão, Famalicão
16 abr, 23:38

Famalicão-Sporting, 0-1 (reportagem) | Amorim fala da corrida ao título e do sofrimento nos últimos 15 minutos

Declarações do treinador do Sporting, Ruben Amorim, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Famalicão, após a vitória por 1-0 ante o Famalicão, em jogo da 20.ª jornada da I Liga:

«Acho que é muito óbvio para todos. Jogo de tensão máxima para nós, queríamos muito e sabíamos da importância do jogo. Controlámos bem a primeira parte, acho que só complicámos um bocadinho no fim e fomos nós que demos algumas bolas com ressaltos. Bolas para dentro, quando a bola tem de ir para fora. Foi a única maneira de o Famalicão chegar à nossa baliza. Tivemos uma grande oportunidade do Dani [Bragança]. A segunda parte foi diferente, mais dividida. Mesmo assim, temos as melhores oportunidades do jogo. E depois os últimos 10/15 minutos foi sofrer todos juntos e não foram só os jogadores que estiveram em campo. O banco, cada bola que chutámos para a frente e para fora e cortámos, cortámos todos ali no banco. Toda a gente teve plena noção, conseguimos. Acho que estes jogos que vêm aí são muito mais importantes.»

«Mesmo com mais ou menos controlo, fomos sempre a equipa mais perto do golo. Marcando o segundo golo, acalmávamos e aí podíamos ter posses mais longas. Com o desenrolar do jogo, não fazemos o segundo golo. Complicou-se um bocadinho, devíamos ter resolvido mais cedo. Mas faz parte, para ganhar títulos é preciso sofrer e sofremos.»

[Alguma insatisfação em alguns momentos no banco em momentos em que a equipa tinha bola:] «Como eu digo dos jogadores: nesta fase não olhem muito para o que eu estou a dizer ou a fazer no banco, porque nesta fase estamos todos a viver o jogo com um bocadinho mais de intensidade. Depois, acho que os meus jogadores podem fazer sempre melhor. Na primeira parte, temos o jogo controlado e em pequenas bolas, em que deixámos a bola correr, passámos um bocadinho mais devagar, passámos para o meio e a bola ressalta e dá transição, isso deixa-me mais nervoso porque temos o jogo controlado e somos nós que estamos a criar os nossos problemas. Na segunda parte, foi mais no fim, em que temos de agarrar-nos, chamar por eles, dizer que faltam poucos minutos e que precisamos de estar todos ativos. Foi viver o jogo com mais intensidade, de acordo com a fase final do campeonato.»

[Contas do título:] «Não é só o que nos dá, é o que tira aos outros. Não está feito. Ainda faltam três vitórias. Controlámos bem e com o desenrolar do jogo, quando está tudo em aberto, ficamos mais nervosos, com mais medo até para saltar na pressão e isso vai-se arrastar até ao fim. Mas o bom é que vamos ter um jogo em casa e isso vai ajudar, o público vai ajudar. Obviamente que era um momento marcante, era um jogo que estava em falta e ao ganhar, temos sete pontos de avanço. Diria que temos de fazer o nosso trabalho.»

[Se há o efeito secundário de tirar a esperança aos rivais:] «Isto tem de ser aos poucos, não acaba de um momento para o outro. Fala-se muito de que é preciso o Sporting perder dois jogos, etc… basta empatar um que há a situação dos pontos a diminuir. E já vivemos isso. Somos uma equipa mais madura, a própria equipa técnica está melhor a lidar com esses momentos. Mas também já estivemos do outro lado. Isto é cada fim de semana e o jogo acabou e o Sporting ganhou e é difícil andar para a frente. Sei disso porque passámos por isso. É o que lhes digo: para além da vantagem, da onda verde, vamos matando pouco a pouco a esperança dos adversários. E isso tem mais importância do que às vezes parece.»

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