Boavista-Sp. Braga, 1-4 (crónica)

Ricardo Jorge Castro , Estádio do Bessa, Porto
28 dez 2020, 22:57

Uma goleada e uma questão

Cinco golos no Bessa. Quatro deles do Sp. Braga. Três foram antes da meia hora e dois de Ricardo Horta. Uma goleada clara da melhor equipa em campo.

A contagem decrescente representa o triunfo por 4-1 do Sporting de Braga frente ao Boavista, totalmente ajustado face à produção das duas equipas. E os números, em abono dos minhotos e em prejuízo da pantera, podiam até ter sido outros.

Paulinho abriu a contagem, Iuri Medeiros assinou um golaço e Ricardo Horta bisou depois, num jogo com três estreias nos minhotos na I Liga esta época: Rolando fez o primeiro jogo em 2020/2021, Zé Carlos o primeiro pelo Sp. Braga no campeonato ao seu terceiro jogo e Bruno Rodrigues a estreia absoluta na equipa principal, entrando em cima do minuto 90. Deu ainda para o regresso de Nico Gaitán quase dois meses depois: o argentino, que não jogava desde 5 de novembro, entrou na segunda parte. O Boavista, ao segundo jogo de Jesualdo, segue intranquilo no fundo e como a equipa com menos vitórias: apenas uma.

Contas feitas, o Sp. Braga chega aos 24 pontos, iguala o Benfica à condição e fica à frente do FC Porto, antes de águias e dragões entrarem em campo na terça-feira. Uma coisa é certa: vai a Alvalade, no sábado, a cinco pontos do líder, num jogo que promete.

Antes disso, houve uma vitória do trabalho, da competência, do talento e da eficácia. E também do aproveitamento, com mérito, do erro adversário.

Foi isso que aconteceu nos dois primeiros golos.

No pós-Natal, Yusupha deu uma prenda a Fransérgio, que ficou isolado com um mau passe do gambiano e serviu para Paulinho abrir o marcador aos quatro minutos. Ao quarto de hora, Iuri Medeiros foi esperto, roubou a bola a Paulinho - de costas para o ataque - ainda no meio-campo ofensivo e fez o golo da noite, num remate espetacular. Segundo golo do Sp. Braga, mãos ao alto sem festejo de Iuri e novo abraço coletivo.

Coletivo.

É isso que o Sp. Braga tem mostrado com consistência, pesem as individualidades. Os dois aspetos contaram no Bessa, onde Ricardo Horta fez o terceiro aos 26 minutos. A defesa do Boavista ficou a ver jogar e o passe de Sequeira, até sem grande força, chegou para Horta ficar na cara de Léo Jardim e picar a bola com classe.

Horta ainda ameaçou por duas vezes o 0-4 antes do descanso, na fase em que o Boavista mais apertou: Angel Gomes obrigou Matheus a esticar-se para uma bela defesa e levou um livre a rasar o ferro.

Na segunda parte, o Boavista, já com Benguche e Mangas, não as arregaçou logo como devia. Mérito do Sp. Braga, que ficou sem Sequeira por lesão e ensaiou duas vezes o quarto golo: Horta (58m) e Paulinho (63m) festejaram, mas em fora-de-jogo. A seguir, o Boavista reduziu na estreia de Cristian Devenish a marcar (66m), mas a esperança durou três minutos: Paulinho serviu Ricardo Horta, que bisou com um remate colocado para selar a goleada (69m).

A questão que fica é: alguém sentiu falta de Galeno, David Carmo, Castro, Bruno Viana ou Tormena? Carvalhal confirmou, no final do jogo, os casos de covid-19 nos últimos quatro, mas este Sp. Braga tem soluções e muitas respostas para dar. A próxima é frente ao Sporting.

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