Champions: Dínamo Kiev-Benfica, 0-2 (crónica)

17 ago, 21:52

Milhões ao fundo do túnel

O Benfica foi a Lodz bater o Dínamo Kiev por 2-0 e está já com mais de um pé no sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões. Uma vitória categórica da equipa de Roger Schmidt que deixou bem vincada a sua superioridade em campo, com uma elevada posse de bola e uma pressão esmagadora na primeira parte. Os ucranianos, com as bancadas bem repletas, bem tentaram puxar pelo coração, com a fronteira ali bem perto, mas a frieza do Benfica sobrepôs-se, já em modo de gestão, na segunda parte.

Roger Schmidt voltou a poder montar o seu onze «predileto», com o regresso de David Neres e a continuidade de Gonçalo Ramos que chegou a estar em risco para este jogo, depois de ter falhado o último treino, já na Polónia. Com as peças todas no sitio certo, a «máquina» de Schmidt começou a carburar na máxima força, com o Benfica muito bem posicionado em campo, a assumir desde logo o controlo do jogo com uma elevada posse de bola e um bom ataque à profundidade.

Gonçalo Ramos deu o primeiro sinal, logo aos 4 minutos, com um remate às malhas laterais, mas não foi preciso esperar muito mais pelo primeiro golo. Um lance que começa com Morato a abrir na esquerda para Grimaldo, mas depois a bola é transportada, ao primeiro toque, para o lado contrário, atravessando a área pelos pés de Gonçalo Ramos e João Mário que acaba por a deixar solta e à disposição do remate certeiro de Gilberto. Um golo efusivamente festejado pelo lateral junto ao banco do Benfica. O caminho estava aberto.

O Dínamo procurou responder de imediato, com Tsyngakov a colocar Vlachodimos à prova, mas logo a seguir o Benfica voltava a estar no controlo pleno do jogo, recuando muitas vezes até à sua área, para obrigar os ucranianos a estenderem-se sobre o relvado, para depois evoluir no terreno, de forma rápida, ao primeiro toque, por vezes com nota artística, com destaque para alguns momentos de inspiração do regressado David Neres. E foi mesmo o brasileiro que esteve na origem do segundo golo, aos 37 minutos, aproveitando um mau passe Tsygankov, na zona de construção do Dínamo, para ganhar uma bola que acabou por sobrar para o remate imparável de Gonçalo Ramos. O Benfica dobrava a vantagem e ficava ainda numa posição mais confortável no relvado de Lodz.

Em modo de gestão na segunda parte

Uma vantagem de 2-0 que até poderia ter sido mais dilatada, tal foi o domínio e controlo da equipa de Roger Schmidt nesta primeira parte, com mais do dobro dos remates do que o Dínamo Kiev (7-3). Ainda antes do intervalo, Neres esteve perto de festejar com um remate com o pé esquerdo a rasar o poste e um remate de Rafa que levava selo de golo, mas foi desviado por Zabarny.

O Benfica já tinha garantido o essencial nos primeiros 45 minutos e entrou na segunda parte em modo de gestão, permitindo que o adversário tivesse mais bola, mas fechando bem todos os caminhos para a baliza de Vlachodimos, sempre à espreita de uma oportunidade para sair numa transição rápida, com destaque para os passes em profundidade, quer de João Mário, quer de Enzo Fernández.

Lucescu acabou por conseguir equilibrar a sua equipa em campo, mas, apesar do intenso apoio das bancadas, com muitas referências à Ucrânia, o Dínamo nunca conseguiu jogar com o coração que o treinador romeno tinha pedido. O Benfica, apesar de tudo, continuava a controlar e, a espaços, ia procurando mais um golo, quase sempre com Rafa como protagonista, mas esta noite não era dia para o número 27 que foi infeliz em alguns lances e perdulário noutros.

Roger Schmidt fez as alterações habituais, lançando sucessivamente Henrique Araújo, Yaremchuk, Ba e Chiquinho, mantendo a equipa desperta para os instantes finais em que o Dínamo Kiev voltou a ameaçar reduzir a diferença. Vlachodimos já tinha feito uma boa defesa na primeira parte e fez mais duas nesta ponta final, segurando o resultado que deixa o Benfica muito bem posicionado antes do jogo da próxima terça-feira.

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