Irmão do fundador da Coreia do Norte morre aos 101 anos

16 dez 2021, 10:54
Parada militar no 73.º aniversário da Coreia do Norte
Parada militar no 73.º aniversário da Coreia do Norte

Kim Yong Ju escreveu a primeira versão da "Constituição" norte-coreana e chegou a ser visto como candidato à chefia do país. Mas foi ultrapassado pelo sobrinho

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Kim Yong Ju, irmão mais novo de Kim Il Sung, o fundador e primeiro líder da Coreia do Norte, morreu aos 101 anos. Kim Jong Un, atual “líder-supremo” do país, e sobrinho-neto de Yong Ju, expressou condolências e enviou uma coroa de flores, contam os media locais.

Yong Ju era tio-avô do atual líder e o elemento mais velho do clã Kim, que governa a Coreia do Norte desde a criação do país, em 1945, depois do domínio japonês do território, até ao final da II Guerra Mundial. 

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Como quase todos os membros da família, Kim Yong Ju desempenhou funções oficiais durante boa parte da sua vida. A comunicação social norte-coreana, ligada ao Estado, louvou-o esta quarta-feira por ter “acelerado a construção do socialismo e o desenvolvimento do estado-social de estilo coreano”. 

Kim Yong Il nasceu em 1920, em Pyongyang, quando a Coreia estava sob colonização japonesa. Durante a II Guerra Mundial, já ligado à resistência comunista, foi viver para a União Soviética, onde estudou política e economia. Quando voltou à Coreia do Norte, nos anos 50, já o seu irmão mais velho era o senhor todo-poderoso do novo país. 

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Integrou os governos da Coreia do Norte durante vários anos, e chegou a desempenhar as funções de vice-primeiro-ministro. É sua a proposta original do documento que ainda hoje serve como “Constituição” do regime, os “Dez Princípios para o Estabelecimento de um Sistema de Ideologia Única”. Em 1970, fez parte da representação do Norte nas primeiras conversações entre as duas Coreias.

Segundo informações dos serviços secretos sul-coreanos, nessa década Kim Yong Ju chegou a ser visto como potencial sucessor do irmão e primeiro presidente do país, Kim Il Sung. Tanto havia quem o olhasse como alguém capaz de pegar nos destinos do regime, como quem o visse no papel de líder de transição, na complexa tarefa de suceder ao “pai fundador” da Coreia do Norte. Acabou por não ser nem uma coisa nem outra, ultrapassado nessa corrida pelo sobrinho, Kim Jong Il, filho mais velho de Kim Il Sung.

Em 1973, Kim Jong Il substituiu o tio como líder do departamento de organização do Partido dos Trabalhadores, o primeiro passo para ascender à chefia do Estado. Yong Ju não voltou a exercer cargos políticos até aos anos 90, quando saiu de uma longa travessia do deserto para ocupar o lugar de vice-presidente do Comité Central do Partido dos Trabalhadores, o partido único da Coreia do Norte.

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Quando o seu irmão mais velho morreu, em 1994, Kim Yong Ju fez parte do comité do funeral de Estado. Segundo a pouca informação disponível, nunca casou e nunca teve filhos. Foi visto pela última vez em público em 2015.

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