Tancos: PCP diz que situação não se pode repetir porque foi “muito grave”

Agência Lusa , NM
7 jan, 20:18
Azeredo Lopes
Azeredo Lopes

O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, alerta que "devem ser tomadas todas as medidas" para evitar um caso equiparável

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O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse esta sexta-feira que o que aconteceu em Tancos, processo no âmbito do qual foram esta sexta-feira condenados 11 dos 23 arguidos, foi “muito grave” e não se pode voltar a repetir.

“Houve absolvições, houve condenações, de qualquer forma o que gostaria de dizer é que devem ser tomadas todas as medidas, e existem condições para isso, para que isto não se repita porque, de facto, foi muito grave”, afirmou Jerónimo de Sousa quando questionado sobre o assunto, à margem de um encontro com editores e escritores na UNICEPE - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto.

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O Tribunal Judicial de Santarém condenou esta sexta-feira 11 dos 23 arguidos no processo do furto e recuperação de material militar dos Paióis Nacionais de Tancos (PNT), com os autores materiais a receberem prisão efetiva.

No acórdão, lido por Nelson Barra, presidente do coletivo de juízes, foram condenados a penas de prisão efetivas o autor confesso do furto, João Paulino, com a pena mais grave, e os dois homens que o ajudaram a retirar o material militar dos PNT na noite de 28 de junho de 2017, João Pais e Hugo Santos.

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Os três foram condenados pelo crime de terrorismo, praticado em coautoria material, e João Paulino e Hugo Santos também por tráfico e outras atividades ilícitas, tendo o cúmulo jurídico resultado numa pena de prisão efetiva de oito anos para João Paulino, de cinco anos para João Pais e de sete anos e seis meses para Hugo Santos.

Jaime Martins, que vinha acusado de tráfico de estupefacientes, foi condenado por consumo, sendo absolvido daquele crime, tendo de pagar uma multa de 300 euros.

O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, um dos 23 acusados no processo, foi absolvido.

Azeredo Lopes, que se demitiu do cargo na sequência do processo, estava acusado e pronunciado por quatro crimes: denegação de justiça e prevaricação, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder e denegação de justiça.

O furto das armas foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a recuperação de algum material sido feita na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJM em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

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O julgamento iniciou-se, no Tribunal Judicial de Santarém, em 02 de novembro de 2020.

Ainda em matéria de justiça, e questionado sobre a notícia avançada esta sexta-feira pela CNN Portugal que refere que, segundo a investigação da Operação Cartão Vermelho, o presidente executivo do Novo Banco tentou preparar o antigo presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, antes das audições no parlamento a propósito das perdas registadas pelo banco e imputadas ao Fundo de Resolução, o líder comunista recusou comentar.

“Essa matéria está no âmbito da justiça, portanto, não tenho condições para comentar”, ressalvou.

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