Aumentos de 20%? Jerónimo acusa Costa de alimentar "contradição insanável"

Agência Lusa , FMC
7 jun, 16:00

Em causa está o apelo do primeiro-ministro para que as empresas aumentem o salário médio, quando o Governo aumentou a Função Pública em 0,9% este ano

O secretário-geral do PCP acusou esta terça-feira o primeiro-ministro de alimentar uma “contradição insanável” ao pedir um aumento de 20% do salário médio quando apenas aumentou a Função Pública em 0,9% este ano.

Em conferência de imprensa para apresentar as conclusões da última reunião do Comité Central comunista, na sede do partido, em Lisboa, Jerónimo de Sousa argumentou que há “uma contradição insanável” nas palavras de António Costa sobre o aumento dos salários.

“Um Governo que diz que é preciso aumentar os salários em 20%, depois, na Função Pública, aplica os zero vírgula qualquer coisa por cento... Como é que vai fazer? Propõe 20% e depois põe um aumento de 0,95?”, questionou em tom irónico.

No sábado o primeiro-ministro apelou às empresas para que contribuam para um esforço coletivo de aumento dos salários dos portugueses, de modo a que haja “maior justiça” e os salários médios possam aumentar 20%.

“Nós temos que nos próximos quatro anos conseguir fazer todos em conjunto, a sociedade, o Estado, as empresas, o esforço para que o peso do nosso salário, dos salários dos portugueses, no conjunto do Produto Interno Bruto, seja pelo menos idêntico àquele que existe na média europeia, ou seja, subir dos 45 para os 48%, o que implica um aumento de 20% no salário médio do nosso país”, sublinhou o líder do executivo.

Esta terça-feira Jerónimo de Sousa comentou que o Governo está a “semear propagandas de que vai haver um aumento de 20% nos salários dos trabalhadores, particularmente do privado”.

O membro do Comité Central do PCP argumentou que os deputados constituintes consagraram na Constituição os “amplos direitos” dos trabalhadores.

A Constituição e os artigos referentes aos direitos dos trabalhadores tiveram “o apoio e o voto do PS”, continuou Jerónimo de Sousa, mas o “Governo continua a recusar esse princípio” e na ótica do PCP colocou-se ao lado dos interesses económicos.

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