"Uma confusão": EUA não ativaram defesa aérea porque pensaram que era amigável o drone que acabou por matar três soldados norte-americanos

Agência Lusa , BCE
29 jan, 19:10
Base militar dos EUA na Jordânia (AP)

Notícia está a ser avançada pela imprensa dos EUA. Caso aconteceu na Jordânia e teme-se que possa intensificar o a tensão no Médio Oriente

De acordo com o New York Times, que cita duas fontes do Pentágono, as defesas aéreas dos EUA não intercetaram o ataque numa base militar dos EUA na Jordânia porque o drone inimigo dirigiu-se para o alvo ao mesmo tempo que um drone norte-americano regressava à base. O ataque matou três soldados norte-americanos e feriu dezenas de outros na Jordânia

As duas fontes do Pentágono, que falam sob condição de anonimato, dizem mesmo que o regresso do drone de vigilância norte-americano à base de reabastecimento aconteceu ao mesmo tempo do ataque do outro drone, facto que "gerou alguma confusão" sobre se o drone que se aproximava era ou não um drone inimigo - pelo que as defesas aéreas não foram imediatamente ativadas.

De acordo com as mesmas fontes, dois outros dones que atacaram outros locais próximos foram abatidos.

A explicação de como o drone inimigo evitou as defesas aéreas dos EUA na instalação militar surge depois de a Casa Branca ter dito que não procura um conflito com o Irão, apesar de o presidente Joe Biden ter prometido ações retaliatórias pelas mortes dos soldados norte-americanos.

O ataque, que a administração de Biden atribui a representantes baseados no Irão, acrescenta outra camada de complexidade a uma situação já tensa no Médio Oriente, à medida que Washington tenta impedir que a guerra entre Israel e o Hamas se transforme num conflito regional mais amplo.

“O presidente e eu não toleraremos ataques às forças dos EUA e tomaremos todas as ações necessárias para defender os EUA e as nossas tropas”, disse o secretário da Defesa, Lloyd Austin, ao reunir-se no Pentágono com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, reiterou - um dia depois de Biden ter prometido “fazer com que todos os responsáveis prestem contas” - que o Governo dos EUA não está a procurar um conflito no Médio Oriente.

Mas Kirby também deixou claro que a paciência norte-americana esgotou-se, depois de mais de dois meses de ataques de milícias pró-iranianas contra as tropas dos EUA no Iraque, na Síria e na Jordânia, bem como à Marinha dos EUA e aos navios comerciais no Mar Vermelho.

Os grupos – incluindo os rebeldes Huthis do Iémen e o Kataeb Hezbollah baseado no Iraque – afirmam que os ataques são uma resposta às contínuas operações militares de Israel em Gaza.

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