Superliga prevê teto salarial e divisão de lucros ao estilo da NBA

20 abr 2021, 17:23
Superliga (foto AP)

Financial Times aponta semelhanças com as grandes ligas profissionais norte-americanas

A Superliga europeia de futebol, anunciada no domingo, prevê a imposição de tetos salariais aos jogadores, limites de gastos aos clubes e distribuição de lucros que beneficiam os membros mais ricos, num modelo semelhante ao das grandes ligas profissionais norte-americanas.

Segundo o Financial Times (FT), os 15 clubes fundadores da competição (apenas 12 foram anunciados até ao momento), repartiriam entre si 32,5 por cento dos proveitos comerciais, oriundos, na maioria, dos direitos televisivos e dos patrocínios, de acordo com os documentos a que o jornal britânico acedeu e noticiou.

O FT indica que o montante em causa ronda os 4 mil milhões de euros, valor que dobra o encaixe atualmente obtido pela UEFA, entidade reguladora do futebol europeu, que organiza, entre outras provas de clubes, a Liga dos Campeões, prova que a Superliga quer substituir.

Outros 32,5 por cento seriam distribuídos entre todos os 20 clubes que participem na nova liga, entre os quais as cinco equipas convidadas para cada edição da prov.a

Outros 20 por cento seriam destinados aos «méritos» alcançados durante toda a Superliga.

De resto, especifica o FT, os outros 15 por cento do total estariam dependentes dos níveis de audiência televisiva alcançada.

Alguns dos donos de clubes membros fundadores da Superliga, como o Manchester United, o Liverpool e o Milan, são norte-americanos. O custo do lançamento do projeto, avaliado em 3,25 mil milhões de euros, é financiado pelo banco norte-americano JP Morgan Chase.

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