Steve Bannon, ex-conselheiro de Trump indiciado por desacato, declara-se inocente

17 nov, 21:02
Steve Bannon
Steve Bannon

Em causa estão acusações de “obstrução” à investigação da comissão da Câmara dos Representantes sobre o ataque ao Capitólio

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Steve Bannon, antigo conselheiro do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou-se esta quarta-feira inocente das acusações de “obstrução” à investigação da comissão da Câmara dos Representantes sobre o ataque ao Capitólio, ocorrido em 06 de janeiro.

O aliado próximo do ex-presidente republicano, de 67 anos, foi indiciado por um crime de desacato, após se ter recusado a comparecer para um depoimento, e um outro por se recusar a fornecer documentos na sequência da intimação enviada pela comissão de investigação.

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Segundo documentos judiciais consultados pela agência AFP, o ex-conselheiro de Trump declarou-se inocente destas acusações.

Depois de ter comparecido perante as autoridades na manhã de segunda-feira em Washington, Steve Bannon deve ser ouvido por um juiz federal na quinta-feira.

Um juiz dos Estados Unidos determinou na segunda-feira a libertação de Steve Bannon, mas ordenou que lhe fosse retirado o passaporte para prevenir a fuga do país.

Intimado pela comissão de investigação, de maioria democrata, o ex-conselheiro de Trump recusou-se a testemunhar invocando o direito dos presidentes de não revelarem o conteúdo de certos documentos e conversas.

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Em 06 de janeiro, centenas de manifestantes apoiantes do ex-presidente republicano investiram sobre a polícia para invadir o Capitólio e interromper a confirmação da vitória eleitoral de Joe Biden, na sequência de reiteradas acusações de Trump sobre a existência de fraude eleitoral generalizada, sem fundamentação credível.

O responsável pela campanha eleitoral que deu a vitória a Donald Trump em 2016 deixou o cargo no ano seguinte, mas a comissão de investigação suspeita que este tenha discutido a realização da manifestação com o republicano nos dias anteriores a 06 de janeiro.

Caso seja condenado, Bannon enfrenta uma pena entre os 30 dias e um ano de prisão para cada uma das acusações.

À saída do tribunal em Washington, na segunda-feira, o ex-assessor de Trump manifestou um tom desafiador, levantando o dedo em advertência e proclamando que “desta vez meteram-se com a pessoa errada”.

Bannon acusou o presidente norte-americano, o democrata Joe Biden, o procurador-geral, Merrick Garland, e a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, de violarem a sua liberdade de expressão.

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Agora vamos para o ataque, vocês verão”, salientou repetidamente.

A comissão de investigação, que já ouviu mais de 150 testemunhas, intimou na semana passada mais membros do círculo próximo de Donald Trump, como Stephen Miller, conselheiro sénior, e Kayleigh McEnany, diretora de comunicação do ex-Presidente.

Também Mark Meadows, ex-chefe de gabinete de Trump, recusou na sexta-feira prestar declarações perante a Comissão e pode ser indiciado por desacato pela Câmara dos Representantes.

 

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