Mais de 1.300 operacionais combatiam fogo na serra da Estrela às 22:30

Agência Lusa , CF
16 ago, 23:17
Serra da Estrela. Autarcas querem "apoio imediato" do Governo e criticam operação de combate às chamas

Os operacionais são apoiados por 414 viaturas

Mais de 1.300 operacionais estavam esta terça-feira às 22:30 a combater o incêndio que lavra na serra da Estrela, sendo o único em Portugal continental, de acordo com o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Este fogo deflagrou no dia 6 de agosto em Garrocho, no concelho da Covilhã, e foi dado como dominado no sábado, dia 13, mas sofreu uma reativação na segunda-feira.

Pelas 22:30 desta terça-feira, o combate ao incêndio mobilizava 1.316 operacionais, apoiados por 414 viaturas, segundo o ‘site’ da ANEPC, consultado pela agência Lusa.

Na tarde desta terça-feira, dois bombeiros ficaram feridos na sequência de um acidente rodoviário perto de Sarzedo, Covilhã, no distrito de Castelo Branco.

De acordo com a ANEPC, tratou-se de um acidente com um “veículo tanque” de combate incêndios. Cerca das 18:45, a mesma fonte não sabia especificar o estado das vítimas e a que corporação de bombeiros pertence a viatura.

Num 'briefing' às 19:00, o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, André Fernandes, revelou que os dois bombeiros sofreram "ferimentos ligeiros" e foram transportados para uma unidade hospitalar, não apresentando "cuidados de maior".

A viatura, que pertencia aos Bombeiros Voluntários de Carnaxide (concelho de Oeiras, distrito de Lisboa), terá resvalado e tombado, acrescentou.

Devido ao incêndio que está a deflagrar na serra da Estrela, as localidades de Sarzedo, Orjais e Vale Formoso tiveram que ser evacuadas.

O fogo atingiu também os concelhos de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, todos no distrito da Guarda.

Até esta terça-feira, registaram-se 19 feridos ligeiros e três feridos graves, nenhum dos quais em risco de vida, e danos em duas casas de primeira e segunda habitação.

De segunda-feira para terça-feira, tiveram de ser deslocadas das suas casas 45 pessoas.

No entanto, a Proteção Civil espera ter o incêndio na Serra da Estrela dominado nos próximos dois dias, aproveitando a “janela de oportunidade” criada pelo desagravamento das condições meteorológicas, previsto a partir da próxima madrugada.

“Contamos conseguir dar o incêndio como dominado nos próximos dois dias”, disse em conferência de imprensa o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, André Fernandes, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras (Lisboa).

Segundo André Fernandes, “o incêndio continua bastante fragmentado” mas já a partir da próxima madrugada haverá “uma janela de oportunidade” para dominar o fogo que já esteve dominado mas reativou-se com intensidade.

André Fernandes disse que é esperada uma melhoria nas condições meteorológicas, “sendo expectável” nomeadamente “que o vento perca a intensidade” e que “a humidade relativa do ar suba substancialmente”.

Além disso, o cheiro a queimado e o fumo resultantes do incêndio que lavra há vários dias na serra da Estrela chegaram às regiões espanholas de Madrid e Castela e Leão, indicaram esta terça-feira a imprensa e os serviços de emergência.

Os serviços de emergência que cobrem a Comunidade de Madrid escrevem esta terça-feira sua conta na rede social Twitter que receberam 380 chamadas, sobretudo entre as 09:00 e as 15:00, a alertarem para cheiro a queimado e fumo.

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