PS acusa a AD de começar a fazer o discurso da extrema-direita

Agência Lusa , PF
28 fev, 16:20
O líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias, intervém no jantar que marca a início das Jornadas Parlamentares do PS (Lusa/ Homem de Gouveia)

O líder parlamentar dos socialistas, Eurico Brilhante Dias, considerou "impensável que um partido democrático fizesse a relação entre gente que trabalha - e que todos os dias constrói este país - e insegurança”

O cabeça de lista do PS por Leiria, Eurico Brilhante Dias, acusou esta quarta-feira a Aliança Democrática (AD) de começar a fazer o discurso da extrema-direita, explorando a questão da imigração, e de ameaçar um “retrocesso social” no aborto.

Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, falava num almoço comício, antes da intervenção final do secretário-geral socialista, Pedro Nuno Santos.

Numa alusão ao discurso proferido na segunda-feira pelo ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, num comício da AD, em Faro, considerou impensável que “um partido democrático fizesse a relação entre gente que trabalha - e que todos os dias constrói este país - e insegurança”.

“A senhora Le Pen fazia isso em França. Quem faz isso é o Vox em Espanha, a AfD na Alemanha e o senhor Salvini na Itália. Isso é mesmo o diabo na nossa democracia”, declarou Eurico Brilhante Dias, numa crítica a Pedro Passos Coelho.

Depois, o líder da bancada socialista estendeu essas críticas ao presidente do PSD, Luís Montenegro.

“Os `não é não, não respondo´, de Montenegro, está a transformar-se progressivamente num discurso que pega nas bandeiras da extrema-direita – a extrema-direita antissistema democrático com discurso xenófobo e racista. É muito relevante que o laço entre a imigração e a segurança fosse estabelecido num comício da AD”, apontou.

Eurico Brilhante Dias insurgiu-se também contra as declarações proferidas pelo vice-presidente do CDS-PP, Paulo Núncio, candidato pelo círculo eleitoral de Lisboa nas listas da AD, que defendeu a realização de um novo referendo à interrupção voluntária da gravidez (IVG), durante um debate promovido pela Federação Portuguesa pela Vida.

 “Os dirigentes da AD fazem discursos de verdadeiro retrocesso social. Como é possível que em 2024 um dirigente de um partido democrático diga que tem de ser feito um referendo à IVG? Como é possível o regresso aos tribunais e às prisões? A direita democrática, entalada, começa a fazer o discurso da extrema-direita”, sustentou.

Neste contexto, procurou dramatizar o voto no PS nas próximas eleições legislativas.

“Só o PS pode impedir que estas forças tenham poder em Portugal. É preciso mobilizar os democratas. O país precisa que o PS ganhe estas eleições”, advogou.

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