Da passagem de ano à Queima das Fitas e aos festejos do campeonato. Irmãos de Igor Silva relatam acontecimentos que antecederam morte de adepto do FC Porto

20 mai, 22:16

A família de Igor Silva falou esta sexta-feira pela primeira vez sobre a morte do jovem de 26 anos nas imediações do Estádio do Dragão. Em declarações à TVI, os irmãos do adepto do FC Porto garantiram que o caso não está relacionado com futebol e  pediram justiça.

Dois dos irmãos de Igor Silva, o adepto do FC Porto morto nos festejos do título da equipa azul e branca, quebraram o silêncio sobre a morte do jovem.  Numa entrevista exclusiva à TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal), os irmãos relataram os acontecimentos que acabaram da pior forma e explicaram que os desentendimentos entre Igor e Renato Gonçalves começaram no início de janeiro, num bar em Matosinhos. Recorde-se que Renato Gonçalves é o principal suspeito do esfaqueamento mortal de Igor e está em prisão preventiva.

"Antes de mais explicar que isto nada tem a ver com o futebol", começou por dizer Márcio, um dos irmãos. "Quem acende o primeiro isqueiro é a família dos agressores que, em grupo, agridem o meu irmão mais novo na passagem de ano, penso eu, inícios de janeiro", acrescentou.

Meses depois, na Queima das Fitas do Porto, Igor cruzou-se com Renato e vingou as agressões, agredindo o jovem e a irmã. Ligou ainda para o pai dos dois, Marco “Orelhas”, elemento da claque Super Dragões. “O Marco descartou-se. Disse que não tinha nada a ver com o filho, que ele só arranja problemas e por aí fora”, contou Nelson, outro irmão de Igor.

"Um dia depois, dois dias depois, não sei precisar, um grupo de mulheres familiares do Renato encontram a minha mãe sozinha em casa.  A minha mãe está na varanda a fazer as lides domesticas e é surpreendida por um ataque com pedras. E a partir daí as coisas fogem de controlo", continuou Márcio. 

Igor, Marco "Orelhas" e Renato encontram-se na bancada da claque do FC Porto no Estádio da Luz e dá-se início a uma escalada de violência.

Nelson diz que a família guarda "muita dor e mágoa em relação ao que aconteceu", mas espera que seja feita justiça. "Estamos unidos, à espera de justiça. Estamos a sofrer muito e queremos justiça", sublinhou.

A família diz querer paz e justiça, mas as autoridades temem retaliações entre grupos agora rivais e tentam evitar uma vingança sangrenta

Igor Silva foi esfaqueado mortalmente na Alameda das Antas, no final da noite dos festejos do FC Porto junto ao Estádio do Dragão. O jovem de 26 anos tinha sido jogador de futebol. Era ponta-de-lança e representou o FC Infesta na época passada. Com dupla nacionalidade portuguesa e cabo-verdiana e residente na Freguesia de Ramalde, Igor passou pela formação de clubes como Leixões, Progresso, Rio Ave e Gondomar até 2012.

Aluns dias após a morte de Igor, a Polícia Judiciária deteve o principal suspeito, Renato Gonçalves, que esteve em fuga. Renato é filho de Marco "Orelhas", elemento da claque Super Dragões, que foi constituído arguido. Marco "Orelhas" entregou-se nas instalações da Polícia Judiciária do Porto. A advogada diz que a decisão foi voluntária, porque não houve qualquer notificação judicial.

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