Rússia destrói armas cruciais para a Ucrânia: "uma perda muito relevante" e que custa milhões de euros

14 ago, 17:05

Agostinho Costa ajuda a perceber a relevância dos sistemas HIMARS na batalha que Kiev e Moscovo continuam a travar

Os Estados Unidos enviaram à Ucrânia um poderoso sistema de artilharia, conhecido como HIMARS. Durante vários meses foi um pedido do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que acabou por fazer o seu homólogo, Joe Biden, ceder. Trata-se de um “sistema importante”, e que tem ajudado Kiev a mudar o rumo dos acontecimentos na guerra que decorre desde 24 de fevereiro.

O major-general Agostinho Costa explica à CNN Portugal que estes são “sistemas de alta mobilidade”, sendo também os sistemas que a Ucrânia tem com maior alcance. De acordo com o especialista, dos 16 HIMARS enviados pelos Estados Unidos, a Rússia terá conseguido destruir seis.

“A relevância destes sistemas é que permitem atacar pontos. A artilharia ataca zonas, estes sistemas têm uma precisão na casa dos nove metros, são muito precisos”, refere, falando numa “perda muito relevante” para os ucranianos.

Estes sistemas são muito caros. Agostinho Costa refere que cada munição custa várias centenas de milhares de euros: “uma descarga de um HIMARS, que tem seis mísseis, anda na casa do milhão de euros”.

Por isso mesmo, vinca o militar, a utilização deste armamento deve ser feita com o máximo cuidado, utilizando com máxima eficácia cada uma dessas munições. Agostinho Costa diz mesmo que não serão apenas os ucranianos a decidir quando este sistema é utilizado, colocando a hipótese de o exército ucraniano estar a ser apoiado por assessores que têm acesso a informações de satélite e prestam apoio tático.

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que a última destruição de sistemas HIMARS ocorreu ainda esta semana, depois de um ataque que o Kremlin diz ter sido bem-sucedido em Kramatorsk, uma das cidades que a Ucrânia ainda controla na região de Donetsk.

Estes sistemas de lançamento, produzidos pela Lockheed Martin, são uma das armas mais sofisticadas ao dispor das forças ucranianas, dada a sua elevada mobilidade e pouca necessidade de intervenção humana, já que precisam apenas de três tripulantes. Ao serviço desde 2010, podem descarregar seis mísseis da série M30, de 227 milímetros, dois ATACMS (Sistema de Mísseis Táticos do Exército), ou um Míssil de Ataque de Precisão. O alcance máximo deste dispositivo é de 300 quilómetros, quando utilizados os mísseis ATACMS, podendo chegar aos 500 quilómetros no caso de um Míssil de Ataque de Precisão.

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