Rússia pede ajuda ao Brasil junto do FMI, Banco Mundial e G20

14 abr, 23:16
Jair Bolsonaro recebido por Putin em Moscovo Foto: AP

O ministro das Finanças da Rússia escreveu uma carta ao ministro da Economia do Brasil

A Rússia pediu apoio diplomático ao Brasil junto do Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e G20 para combater as sanções impostas pelo Ocidente, na sequência da invasão à Ucrânia. 

De acordo com a agência Reuters, que teve acesso à carta, o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, escreveu ao ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, a pedir "apoio para evitar acusações políticas e tentativas de discriminação por parte de instituições financeiras internacionais e fóruns multilaterais". 

"Como sabe, a Rússia está a enfrentar um período desafiador de turbulências ao nível económico e financeiro, provocado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos e os seus aliados", acrescenta. Por isso, "agora, mais do que nunca, é crucial preservar um clima de trabalho construtivo e a capacidade de promover o diálogo no FMI, no Banco Mundial e no G20".

Esta carta, que não faz qualquer menção à palavra guerra, tem a data de 30 de março e foi entregue ao ministro da Economia brasileiro na quarta-feira pelo embaixador da Rússia em Brasília. 

O Brasil não apoia as sanções impostas à Rússia e tem atuado para evitar medidas que possam prejudicar o comércio de fertilizantes já que a Rússia, e também a Ucrânia, são fornecedores destes produtos largamente utilizados pelo agronegócio brasileiro.

Apesar de o Brasil ter votado no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a Rússia numa resolução que condenava as ações de Moscovo, o chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, tem sido ambivalente nas suas declarações, tendo mesmo chegado a elogiar o seu homólogo russo, Vladimir Putin.

Bolsonaro, que visitou Moscovo poucos dias antes da Rússia invadir a Ucrânia, tem evitado condenar as ações do Kremlin e diz que a postura brasileira é de "equilíbrio" e "neutralidade".

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