Adesão à greve da CP ronda os 95%

Agência Lusa
16 mai, 09:39
Comboios de Portugal (Horacio Villalobos/ Getty)

Entre a meia-noite e o meio-dia registaram-se, pelo menos, 520 supressões

A greve dos trabalhadores da CP – Comboios de Portugal registava cerca das 08:40 uma adesão a rondar os 95%, disse à Lusa José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans). Esse valor manteve-se até cerca das 12:30.

"Com exceção dos comboios de longo curso que estavam nos serviços mínimos, a circulação ferroviária está praticamente paralisada de norte a sul do país. Neste momento, ainda não está feito o levantamento no que diz respeito aos trabalhadores das oficinas, mas temos uma adesão à greve a rondar os 95%", disse José Manuel Oliveira.

De acordo com o balanço feito pela CP – Comboios de Portugal à Lusa, entre as 00:00 e as 12:00 de hoje registaram-se 520 supressões, cerca de 93% dos comboios programados, que seriam 558.

“No domingo entre as 00:00 e as 24 horas foram suprimidos 191 comboios a nível nacional, cerca de 24% do total de circulações previstas”, adiantou ainda fonte da CP.

A greve desta segunda-feira abrangeu também os trabalhadores que iniciaram o seu período de trabalho no domingo ou que iniciem o seu período de trabalho nas últimas horas desta segunda-feira e terminem na terça-feira.

No domingo, o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), sindicato que na CP representa a maioria dos trabalhadores do serviço comercial e transporte (revisores, trabalhadores das bilheteiras e as suas chefias diretas) adiantou em comunicado que até às 20:00 tinham sido suprimidos 200 comboios.

Os trabalhadores da CP – Comboios de Portugal fazem esta segunda-feira uma greve de 24 horas, para reivindicar aumentos salariais de 90 euros para todos os trabalhadores.

A decisão foi tomada no final de abril, em plenários descentralizados de trabalhadores que se realizaram no Porto, no Entroncamento e em Lisboa e foram promovidos pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

O coordenador da Fectrans, José Manuel Oliveira, disse à agência Lusa na sexta-feira que a decisão dos trabalhadores é "um protesto contra a intransigência do Governo e da CP, o arrastamento das negociações e os salários baixos".

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