Grupo que detém JN, DN e TSF quer rescindir com 150 a 200 trabalhadores

ECO - Parceiro CNN Portugal , Carla Borges Ferreira
6 dez 2023, 16:45
Global Media

Decisão foi comunicada esta quarta-feira, dia de greve no Jornal de Notícias

O Global Media Group quer rescindir o contrato com 150 a 200 trabalhadores. Em comunicado interno enviado esta quarta-feira, a administração e comissão executiva do grupo anuncia que vai “avançar com um processo de reestruturação de negociação de acordos de rescisão com caráter de urgência no GMG, num universo entre 150 e 200 trabalhadores nas diversas áreas e marcas”. O objetivo, diz, é tentar “assim, evitar um processo de despedimento coletivo, alternativa essa que, para esta Comissão Executiva, apenas será opção em último caso”.

De acordo com José Paulo Fafe, CEO do grupo, a Global Media tem atualmente 530 trabalhadores.

A decisão foi comunicada no primeiro dia de greve dos jornalistas do Jornal de Notícias, que até por volta das 13h estava a ter uma adesão total, tanto no Porto como em Lisboa

Com os ordenados de novembro pagos apenas esta terça-feira, dia 5 de dezembro, a administração acrescenta que os subsídios de Natal deste ano só serão pagos, em duodécimos, ao longo dos próximos 12 meses. O não pagamento do subsídio, escreve a administração no comunicado interno ao qual o +M teve acesso, deve-se “aos constrangimentos financeiros criados pela anulação do negócio da Lusa”.

Após um diagnóstico em nove pontos, que resultará das conclusões da análise e da auditoria realizadas nestes últimos três meses à situação patrimonial e financeira do universo empresarial do Global Media Group e de cada uma das suas marcas, e que antecede o anúncio dos acordos de rescisão com entre 30 a 40% dos trabalhadores, a comissão executiva “reafirma a determinação em adotar um vasto conjunto de mudanças ao nível da gestão e procedimentos nos diferentes departamentos e marcas, de forma a tornar sustentável este projeto” e “também de forma que, persistindo a atual situação, seja evitada a mais do que previsível e anunciada falência do Grupo”. Segundo o comunicado, “só a contínua e indiscriminada venda de património, como a que ocorreu nos últimos anos, tem vindo a adiar” a falência do grupo dono de marcas como o Jornal de Notícias, Diário de Notícias, TSF e O Jogo.

A comissão executiva, que assina o comunicado, diz ainda “reafirmar o compromisso de investir e fazer crescer” o grupo. “Investir desde logo para evitar a falência do GMG e fazê-lo crescer através de uma gestão racional, exigente, bem como de um plano de reestruturação que ponha termo ao ciclo de prejuízos constantes”. Numa fase posterior, a ideia será “consolidar um projeto alargado ao mercado da Língua Portuguesa“.

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