Avião de combate aos incêndios cai em Foz Côa. Piloto morreu

CNN Portugal , RL/CE - notícia atualizada às 21:54
15 jul, 20:30

Aeronave anfíbia que estava a participar no combate aos incêndios caiu enquanto reabastecia no Douro

Caiu um avião de combate aos incêndios na região de Foz Côa, avançou a Proteção Civil esta sexta-feira. O piloto, André Serra, não sobreviveu. Tinha cerca de 30 anos e era ex-piloto da Força Aérea. 

Segundo apurou a CNN Portugal, a aeronave estava a reabastecer no Douro junto à Estrada Nacional 222. Entretanto, em comunicado, a Proteção Civil esclareceu que se tratada de um anfíbio médio FireBoss, do Centro de Meios Aéreos de Viseu.

"Um avião anfíbio médio FireBoss, do Centro de Meios Aéreos de Viseu, afeto ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, caiu esta tarde, enquanto operava no Teatro de Operações do incêndio em Torre de Moncorvo, Bragança", lê-se na nota enviada à comunicação social.

Para o local foi destacado um helicóptero do INEM, um meio de busca e salvamento da Força Aérea Portuguesa e meios de socorro dos bombeiros da Guarda e da Polícia Marítima.

De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, o alerta foi dado às 20:02 para a freguesia de Castelo Melhor, em Vila Nova de Foz Côa. No local estiveram cerca de 52 operacionais, 15 viaturas e dois meios aéreos.

Costa lamenta morte, Marcelo diz que vai participar nas cerimónias fúnebres 

Foi através do Twitter que o primeiro-ministro reagiu à morte do piloto. António Costa disse que recebeu a notícia com "grande consternação" e aproveitou para deixar uma mensagem de apoio e agradecimento a todos os operacionais que estão a combater incêndios por todo o país. 

Em declarações à CNN Portugal, o Presidente da República também lamentou a morte do piloto português e garantiu que tenciona estar presente nas cerimónias fúnebres. 

"Eu não queria deixar de dizer uma palavra muito breve de pesar muito profundo e de solidariedade relativamente aos familiares do comandante-piloto que foi vítima junto à Torre de Moncorvo (...) queria dizer que acompanho a dor daqueles que o admiravam e respeitavam (...) e tenciono estar presente nas cerimónias fúnebres."

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou ainda que se trata "de um momento doloroso", principalmente porque "parecia, no panorama global desta semana de pico, que estava a haver uma evolução de moderação e estabilização". 

Questionado sobre se tinha sido informado de algum detalhe sobre este acidente, o Chefe de Estado disse apenas: "Não posso, nem devo. Sei que o Governo está a acompanhar essa matéria. Foi por aí que soube".

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