Legislativas francesas: silêncio total na sede de campanha de Macron após divulgação de projeções

Agência Lusa , CV
19 jun, 20:02

O presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu a maioria dos lugares no parlamento mas perdeu a maioria absoluta, indicam as primeiras projeções

Os militantes da coligação Juntos!, que apoia o presidente francês, reagiram às projeções, que indicam que Macron deverá perder a maioria absoluta, com silêncio total e levantando as sobrancelhas num gesto de surpresa.

Na sede de campanha da coligação Juntos! (Ensemble!, em francês), no 8.º bairro de Paris, cerca de três dezenas de simpatizantes começaram a juntar-se, pouco antes das 20:00 (19:00 de Lisboa) à frente dos dois ecrãs televisivos que se encontram na sala onde o deputado Sylvain Maillard, candidato nestas legislativas pelo 1.º círculo eleitoral de Paris, irá discursar.

Às 20:00, quando as televisões divulgaram as primeiras projeções desta segunda volta – que indicam que Macron deverá perder a maioria absoluta –, a maioria dos militantes recebeu os resultados com silêncio e levantar de sobrancelhas.

Pouco depois, os militantes em questão recusaram-se a prestar declarações aos jornalistas, afirmando que preferem esperar pelos resultados finais e que a primeira-ministra, Elisabeth Borne, se exprima.

Antoine, de 20 anos, mostrou-se, no entanto, “extremamente desiludido” com a progressão do partido de extrema-direita, União Nacional, que, segundo as projeções, deverá obter 89 deputados, uma grande progressão relativamente a 2017, quando tinha oito.

O militante disse ainda estar “um bocado supreendido” com os resultados, porque “esperava verdadeiramente” que a coligação presidencial obtivesse uma maioria absoluta.

“Conseguimos, ainda assim, uma maioria relativa, que é o que interessa. Não acho que o país se tenha tornado ingovernável, mas só as próximas semanas o dirão”, sublinhou.

Sede da campanha de Emannuel Macron (Christophe Petit Tesson/ EPA)

Clément, de 35 anos, disse “estar chocado” com o facto de Macron ter perdido a sua maioria absoluta. Questionado se está impressionado com a progressão da extrema-direita, Clément respondeu: “Não foi a União Nacional que nos roubou votos, foi a NUPES, a NUPES é que nos roubou”.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu a maioria dos lugares no parlamento mas perdeu a maioria absoluta, indicam as primeiras projeções, que também indicam uma forte subida de extrema-direita.

A abstenção rondou os 54%, mais elevada face à primeira volta da passada semana.

Depois de, na primeira volta das eleições presidenciais francesas, a coligação de esquerda Nova União Popular Ecológica e Social (NUPES) e a coligação presidencial Juntos! (Ensemble!, em francês) terem ficado separadas por cerca de 20 mil votos, Macron vinha repetindo os apelos a um “sobressalto republicano” nesta segunda volta. Pelo contrário, o líder do NUPES, Jean-Luc Mélenchon, tinha pedido que estas eleições fossem uma “terceira volta” das eleições presidenciais.

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