Bolsonaro chegou aos Estados Unidos a 28 de outubro e, numa entrevista publicada pelo The New York Times, recusou revelar como conseguiu sair do Brasil
O senador brasileiro Flávio Bolsonaro reapareceu esta quinta-feira em público nos Estados Unidos, durante a reunião anual da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Mar-a-Lago, propriedade privada do presidente norte-americano, Donald Trump. Esta foi a sua primeira aparição presencial desde que deixou o Brasil, após perder as eleições presidenciais frente a Luiz Inácio Lula da Silva.
Imagens divulgadas a partir do evento mostram o filho do antigo presidente Jair Bolsonaro no encontro conservador, onde estava prevista a sua participação num fórum durante a gala da conferência, ao lado do ator norte-americano Jim Caviezel, que interpretará o seu pai no filme biográfico Dark Horse.
Flavio Bolsonaro has just taken the stage at CPAC Mar-A-Lago alongside Matt Schlapp. https://t.co/Qj6QmGnTUh
— Joey Mannarino (@JoeyMannarino) November 6, 2026
Embora a intervenção na Florida não tenha sido divulgada na íntegra, num excerto partilhado na rede social X por um jornalista conservador brasileiro, Bolsonaro afirmou que "tudo estava sob o controlo de Deus" e que "as portas que Deus abre ninguém as pode fechar". No excerto, o senador falou sobre a sua fé e as expectativas em relação ao futuro.
Um pouco da fala de Flávio Bolsonaro @FlavioBolsonaro no CEPAC! https://t.co/Vu5AyW9c2I
— Iane menezes (@iane_menezes) November 6, 2026
Bolsonaro chegou aos Estados Unidos a 28 de outubro e, numa entrevista publicada pelo The New York Times, recusou revelar como conseguiu sair do Brasil.
"Levarei esse segredo para o túmulo", afirmou, referindo-se aos pormenores da viagem, embora tenha negado ter recebido ajuda de "absolutamente ninguém, de nenhum Governo": "Fui sozinho".
O jornal noticiou, noutra publicação, que um funcionário da Casa Branca organizou o avião que o transportou para Miami e que a sua entrada nos Estados Unidos foi autorizada diretamente por Trump.
Referiu ainda que um dos principais conselheiros do Presidente argentino, Javier Milei, o recebeu num aeroporto de Puerto Iguazú. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negou que Washington tenha facilitado a sua saída do Brasil.
De acordo com imagens divulgadas por participantes no evento, Flávio esteve acompanhado pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, antigo deputado que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e que também integra a lista de participantes desta edição.
A CPAC é presidida por Matt Schlapp, antigo conselheiro da Casa Branca e dirigente conservador próximo do Partido Republicano.
Fundada em 1974, a conferência tornou-se num dos principais pontos de encontro do conservadorismo norte-americano e internacional, reunindo políticos, ativistas e financiadores para debater estratégias e promover as suas agendas políticas.
Esta não é a primeira participação de Flávio Bolsonaro na conferência. O senador já tinha intervindo em março passado numa edição realizada no Texas, onde discursou perante o movimento conservador norte-americano.