FC Porto: CM Maia confirma que só estava em curso a desmatação na Academia

6 abr, 12:13
Academia FC Porto

Vereador garante que «não havia trabalhos nenhuns, apenas a limpeza de mato»

A Câmara Municipal da Maia confirmou, este sábado, que a desmatação era o único trabalho que decorria nos terrenos da futura academia do FC Porto, sem que houvesse movimentação de terrenos e, por isso, qualquer suspensão destes.

À agência Lusa, o vereador Mário Nuno Neves assegurou «que não houve qualquer suspensão de trabalhos, porque, pura e simplesmente, não havia trabalhos de movimentação de terras, mas, e como confirma o registo de ocorrência da Polícia Municipal, a limpeza de matos».

O vereador recordou a receção de uma denúncia, «imediatamente após a apresentação do projeto», no dia 28 de março, tendo, de seguida, solicitado «à Polícia Municipal e aos serviços de arqueologia da autarquia que averiguassem e agissem em conformidade».

«Confirmaram que não havia trabalhos nenhuns, apenas a limpeza de mato», sublinhou Mário Nuno Neves, vincando que «não a Polícia Municipal nem levantou nenhum auto, apenas fez o registo da ocorrência».

Já fonte oficial da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), confirmou à Lusa ter dado «conhecimento ao Instituto Público do Património Cultural (IPPC) – entidade a quem cabe autorizar ou suspender intervenções em zonas arqueológicas inventariadas, assim como trabalhos arqueológicos – das informações de que dispõe sobre movimentações de máquinas nos terrenos em apreço».

«Trata-se de um procedimento administrativo corrente no contexto da proteção de valores patrimoniais. A CCDR-Norte mantém, no exercício das suas competências, a disponibilidade para uma cooperação institucional e técnica com o Município da Maia, a respeito do projeto urbanístico em causa», referiu.

Na sexta-feira, recorde-se, o FC Porto tinha garantido que estava «empenhado no cumprimento de todas as medidas de proteção do património arqueológico» dos terrenos localizados em Nogueira e Silva Escura e em São Pedro Fins, freguesias da Maia.

Os dragões esclareceram os trabalhos em curso, tendo em vista o Pedido de Autorização para Trabalhos Arqueológicos (PATA), a fim de avançar para os trabalhos arqueológicos e o cumprimento de todas as recomendações da Câmara da Maia e da CCDR-Norte.

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